Usina de Letras
Usina de Letras
21 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63086 )
Cartas ( 21348)
Contos (13299)
Cordel (10354)
Crônicas (22574)
Discursos (3247)
Ensaios - (10629)
Erótico (13586)
Frases (51523)
Humor (20163)
Infantil (5580)
Infanto Juvenil (4924)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1386)
Poesias (141232)
Redação (3356)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2441)
Textos Jurídicos (1965)
Textos Religiosos/Sermões (6341)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Artigos-->teste -- 24/04/2004 - 12:03 (Dolores Guimarães) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
SAUDADES





Saudades...

Muitas saudades de você!

Fico ouvindo nossa música,

Esperando-lhe chegar.

Essa espera me enlouquece,

Vários “drinks” já tomei;

A garrafa de champanhe

Eu quase a esvaziei,

A noite está escura,

A chuva cai devagar,

Minha cabeça está girando,

Mas, vou lhe procurar...

Rodo a cidade toda;

Tento lhe encontrar.

A cidade está vazia

E você, onde está?

Volto triste para casa,

Com a solidão no seu lugar;

Já bebi demais...

Tenho que me deitar.

Abraço forte seu travesseiro,

Ainda hoje tem o seu cheiro

No meu quarto a exalar.

Amor, volte para mim!

Estou pedindo-lhe;

Sem você eu não sou nada,

Não consigo nem me ver;

Juro, meu amor:

Minha vida é você.







INTOCÁVEL ESTRELA





Tu és uma estrela no céu

Eu, um grão de areia no deserto;

Toda noite, apareces a brilhar

Tão longe... no infinito

Cada noite mais bonita!



Eu, tão pequeno, indiferente,

Sem brilho, sem beleza aparente

Apenas, um grão de areia...

Que é louco por tua beleza



Tu, intocável estrela

Como não te amar?

Como convencer-me

Que jamais poderei te alcançar?



Ficarei aqui

Tão longe de ti,

Luz da minha vida !

Ficarei aqui

Só te olhando...



Mas, não fujas de mim,

Ilumine meu caminho.

Se me deixares no escuro

Machucar-me-ei

Nos mais crueis espinhos.









TIRAR VOCÊ DE MIM





Eu quis tirar você de mim,

Escrevi e decorei

Tudo que ia lhe dizer.

Preparei minhas emoções

Pra falar com você,

Busquei nas minhas memórias

Os seus defeitos recordar

Pra convencer meu coração

O porquê de lhe deixar.

Por mais que eu procurasse,

Seus defeitos são tão banais

Perante os seus carinhos

Que são muito mais!

Então por quê

Tirar você de mim?

Se você é razão

Dos meus sorrisos;

Dos meus sonhos;

Do ar que respiro;

Do coração que bate;

Bate por você!

Se você é isso tudo...

É você que me faz viver,

Se eu tirar você de mim

A minha vida eu vou perder.









ZANGADO, SOU UM DEMÔNIO





Hoje, eu te amo muito;

Amanhã, poderei te odiar.

Hoje, choro por querer-te,

Amanhã, poderei, de ti, zombar.



Hoje, tu és importante.

Amanhã eu que serei;

Estas jogando comigo;

Queres ganhar, eu sei...



Mas, neste jogo da vida,

De ti eu ganharei.



Tenho cara de anjo;

Pareço-me frágil como uma flor;

Não te enganes comigo:

Quando me zango,

Sou um demônio, meu amor.



Fica bonzinho comigo,

Será melhor, podes crer;

Amanhã, poderá seres tu

Que irás me perder.







ONDE ESTÁ?





Onde está aquela menina bonita

De cabelos longos, com laços de fitas,

De olhos grandes, arrisca?



Onde está aquela menina

Tão inocente, sem malícia,

Os pés descalços,

Vestida de chita?



Onde está aquela menina

Que olha no espelho,

Brincando de artista?



Onde está aquela menina

Que, com lápis na mão,

Escrevia nos cadernos,

Nas paredes e no chão,



Versinhos tão inocentes

Que tocavam os corações!

Onde está?









GRITO DO SILÊNCIO





No túnel escuro das desilusões

Caminhei com passadas árduas e inseguras.



Deparei-me com o mar de lágrimas,

Mergulhei nas profundezas da mágoa;

Com braçadas fortes cheguei à borda.



Fui acolhida pelo desgosto,

Descansei nos braços da dor,

Chorei amargo pranto...



A fúria das lavas ardentes

Do vulcão da paixão que

Queimava meu coração em chamas

Foi congelada pelo grito do silêncio.



E me vi num vazio desolador

Que é capaz de endoidecer;

Um vendaval impetuoso se fez

Soprando tudo...

Deixando diante de mim

Só o meu destino

No seu cruel afã.









QUERO VOCÊ





Para lembrar os momentos

Que com você vivi,

Fazer deles a razão

Do meu viver e prosseguir...

Fecho os olhos.

Para as cenas

Das lembranças reviver,

Mergulhar no passado feliz

Que eu tive com você...

Na memória registrei

O seu jeito de ser,

Olhando para mim,

Sem nada dizer;

Os seus olhos diziam tudo,

E neles eu podia ler

Os mais loucos desejos de amor

Que um poeta pode escrever.

Chegando de mansinho,

Com carinho a me tocar

E apenas um murmúrio

No meu ouvido a sussurrar:

“Quero você, quero você”,

Deixe-me amar-lhe!

São apenas lembranças;

Eu insisto em recordar

Esse amor tão grande,

Que no meu coração

Eternamente vai ficar!









NOITE ESCURA





Esta noite está tão escura!

As estrelas se esconderam,

Não tenho o brilho

Do seu olhar

Para iluminar o meu caminho;

E estou sentindo

Falta dos seus carinhos.

Vou pedir ao vento

Que me traga o eco

da sua voz

Para que eu siga a direção

Rumo à escuridão;

Mesmo sem ter você,

Mesmo sem nada ver.

Amanhã será um novo dia,

Mesmo que o Sol não apareça

E as nuvens escuras

O céu entristeçam

Continuarei a lhe procurar,

Em algum cantinho

Eu sei que você está

Tão triste quanto eu

Também a me procurar.









NÃO HÁ HOMEM VALENTE





Ah! o amor, como decifrá-lo?

Não existe explicação.

Chega sempre de mansinho,

Sem nos avisar

E nos domina de um jeito

Difícil de controlar.

Não escolhe idade, cor ou religião;

Nasce de um olhar,

De uma voz,

De um aperto de mão.

Não nos deixa decidir

Pelo sim ou pelo não;

Quando chega é pra valer,

E vai direto ao coração;

Não há homens valentes

A que o amor não amansará,

Nem o mais covarde

Que ao mais valente se tornará.

Ao amor entregamos tudo:

Corpo, alma e coração,

Muitas vezes até a vida,

Em uma grande desilusão.

Não existe fórmula do amor,

Nem aluno ou professor:

Todos nós somos eternos aprendizes

Em matéria de amor.











TROFÉU GIGANTE





Trabalhei muito.

Para mostrar o meu esforço,

Não medi perigo, assolando-me

Nos mais cruéis espinhos.



Mas eu tinha um objetivo,

E, para esse ser conseguido,

Lutei até contra mim mesma,

Exigindo de mim, além da resistência.



E esse troféu, tão almejado,

Para o qual dei tudo de mim,

Para que, quando chegasse o momento

de ganhá-lo, eu o merecesse...



Fiz tanto... tanto...

Que ultrapassei o limite

E, hoje, eu ganhei o troféu

Que tanto queria.



Um troféu gigante ofertaram-me;

De tão grande – por mérito meu –

Lugar para guardá-lo não havia,

Então colocaram-no sobre mim,

Esmagando-me com seu peso.



Ganhei o troféu,

Mas destruí minha vida.









SERÁS UM ANJO, SERÁS?





Eu te vejo em tudo,

Eu te vejo em qualquer lugar.

Posso girar o mundo,

Subir ao céu,

Descer ao poço mais profundo;

Tua imagem, comigo está.

Eu te vejo em tudo,

Eu te vejo em qualquer lugar.

Quem és tu?

Serás um anjo, serás?

Queres-me proteger, me guiar

Ou serás um demônio?

Queres- me enlouquecer?

Perseguir-me,

Fazer-me chorar?

Eu te vejo em tudo,

Eu te vejo em qualquer lugar.

Vou pedir para os deuses

Pra que possam me ajudar;

Fazer com que eu te esqueça,

Ou me faça

Pra sempre te adorar.









DOIS MUNDOS





Nos devaneios róseos das fantasias,

Um novo mundo criei para mim.



Ainda que seja mera fantasia,

É lá que me escondo

Da saudade dolente,

Onde fujo das promessas vãs.



Onde amo e sou amada,

Numa troca mútua de ternura,

Almas em êxtase, coração em delírios.



E nos seus lábios sequiosos...

Embriago-me nas suas delícias

E adormeço-me na penumbra

Desse louco amor...



Acordo-me

Para o mundo real,

Onde a felicidade é fugaz e passageira

E tenho medo...



Em seus olhos escondo-me,

Que são silenciosos e mudos,

Que nada dizem e dizem tudo;

Assim vivo eu,

Nos meus dois mundos









FELICIDADE, COMO ÉS TU?





Dize-me, como és tu:

Calma, preguiçosa,

Tímida, acanhada,

Arrogante ou prepotente?



Ó felicidade,

Por que te escondes da gente?!



Tu és calma e preguiçosa;

Tu dormes muito e te esqueces,

Por isso não aparece.



Tu és tímida e acanhada,

De vergonha te escondes;

Encontrar-te, onde?



Tu és arrogante, prepotente

E só quer brincar com a gente.



Apareces por um instante

E nos alegra, ouriça...

Depois, dá-te em sumiço.



Um dia encontrar-te-ei,

E tu não terás saída,

Ficarás comigo pra sempre,

O resto da minha vida...







SER POETA





Ser poeta

É passar emoções, ser sensível;

É enxergar aquilo que para muitos

É invisível.



Ser poeta

É viajar nos sonhos...



O vento é quem o leva

Junto às nuvens passear;

As nuvens, quando cansadas,

Derrubam-no sobre o mar.



O mar o acolhe

Com o canto das sereias,

Fazendo-lhe uma seresta,

Sentadas na areia.



Ser poeta

É tocar as estrelas com as mãos;

É ouvi-las a nos dizer:

“Leva-nos nos seus versos”



Ao Leste, Oeste, Norte e Sul!

Ao planeta mais bonito,

Ao seu planeta azul!

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui