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Artigos-->teste -- 24/04/2004 - 12:03 (Dolores Guimarães) |
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SAUDADES
Saudades...
Muitas saudades de você!
Fico ouvindo nossa música,
Esperando-lhe chegar.
Essa espera me enlouquece,
Vários “drinks” já tomei;
A garrafa de champanhe
Eu quase a esvaziei,
A noite está escura,
A chuva cai devagar,
Minha cabeça está girando,
Mas, vou lhe procurar...
Rodo a cidade toda;
Tento lhe encontrar.
A cidade está vazia
E você, onde está?
Volto triste para casa,
Com a solidão no seu lugar;
Já bebi demais...
Tenho que me deitar.
Abraço forte seu travesseiro,
Ainda hoje tem o seu cheiro
No meu quarto a exalar.
Amor, volte para mim!
Estou pedindo-lhe;
Sem você eu não sou nada,
Não consigo nem me ver;
Juro, meu amor:
Minha vida é você.
INTOCÁVEL ESTRELA
Tu és uma estrela no céu
Eu, um grão de areia no deserto;
Toda noite, apareces a brilhar
Tão longe... no infinito
Cada noite mais bonita!
Eu, tão pequeno, indiferente,
Sem brilho, sem beleza aparente
Apenas, um grão de areia...
Que é louco por tua beleza
Tu, intocável estrela
Como não te amar?
Como convencer-me
Que jamais poderei te alcançar?
Ficarei aqui
Tão longe de ti,
Luz da minha vida !
Ficarei aqui
Só te olhando...
Mas, não fujas de mim,
Ilumine meu caminho.
Se me deixares no escuro
Machucar-me-ei
Nos mais crueis espinhos.
TIRAR VOCÊ DE MIM
Eu quis tirar você de mim,
Escrevi e decorei
Tudo que ia lhe dizer.
Preparei minhas emoções
Pra falar com você,
Busquei nas minhas memórias
Os seus defeitos recordar
Pra convencer meu coração
O porquê de lhe deixar.
Por mais que eu procurasse,
Seus defeitos são tão banais
Perante os seus carinhos
Que são muito mais!
Então por quê
Tirar você de mim?
Se você é razão
Dos meus sorrisos;
Dos meus sonhos;
Do ar que respiro;
Do coração que bate;
Bate por você!
Se você é isso tudo...
É você que me faz viver,
Se eu tirar você de mim
A minha vida eu vou perder.
ZANGADO, SOU UM DEMÔNIO
Hoje, eu te amo muito;
Amanhã, poderei te odiar.
Hoje, choro por querer-te,
Amanhã, poderei, de ti, zombar.
Hoje, tu és importante.
Amanhã eu que serei;
Estas jogando comigo;
Queres ganhar, eu sei...
Mas, neste jogo da vida,
De ti eu ganharei.
Tenho cara de anjo;
Pareço-me frágil como uma flor;
Não te enganes comigo:
Quando me zango,
Sou um demônio, meu amor.
Fica bonzinho comigo,
Será melhor, podes crer;
Amanhã, poderá seres tu
Que irás me perder.
ONDE ESTÁ?
Onde está aquela menina bonita
De cabelos longos, com laços de fitas,
De olhos grandes, arrisca?
Onde está aquela menina
Tão inocente, sem malícia,
Os pés descalços,
Vestida de chita?
Onde está aquela menina
Que olha no espelho,
Brincando de artista?
Onde está aquela menina
Que, com lápis na mão,
Escrevia nos cadernos,
Nas paredes e no chão,
Versinhos tão inocentes
Que tocavam os corações!
Onde está?
GRITO DO SILÊNCIO
No túnel escuro das desilusões
Caminhei com passadas árduas e inseguras.
Deparei-me com o mar de lágrimas,
Mergulhei nas profundezas da mágoa;
Com braçadas fortes cheguei à borda.
Fui acolhida pelo desgosto,
Descansei nos braços da dor,
Chorei amargo pranto...
A fúria das lavas ardentes
Do vulcão da paixão que
Queimava meu coração em chamas
Foi congelada pelo grito do silêncio.
E me vi num vazio desolador
Que é capaz de endoidecer;
Um vendaval impetuoso se fez
Soprando tudo...
Deixando diante de mim
Só o meu destino
No seu cruel afã.
QUERO VOCÊ
Para lembrar os momentos
Que com você vivi,
Fazer deles a razão
Do meu viver e prosseguir...
Fecho os olhos.
Para as cenas
Das lembranças reviver,
Mergulhar no passado feliz
Que eu tive com você...
Na memória registrei
O seu jeito de ser,
Olhando para mim,
Sem nada dizer;
Os seus olhos diziam tudo,
E neles eu podia ler
Os mais loucos desejos de amor
Que um poeta pode escrever.
Chegando de mansinho,
Com carinho a me tocar
E apenas um murmúrio
No meu ouvido a sussurrar:
“Quero você, quero você”,
Deixe-me amar-lhe!
São apenas lembranças;
Eu insisto em recordar
Esse amor tão grande,
Que no meu coração
Eternamente vai ficar!
NOITE ESCURA
Esta noite está tão escura!
As estrelas se esconderam,
Não tenho o brilho
Do seu olhar
Para iluminar o meu caminho;
E estou sentindo
Falta dos seus carinhos.
Vou pedir ao vento
Que me traga o eco
da sua voz
Para que eu siga a direção
Rumo à escuridão;
Mesmo sem ter você,
Mesmo sem nada ver.
Amanhã será um novo dia,
Mesmo que o Sol não apareça
E as nuvens escuras
O céu entristeçam
Continuarei a lhe procurar,
Em algum cantinho
Eu sei que você está
Tão triste quanto eu
Também a me procurar.
NÃO HÁ HOMEM VALENTE
Ah! o amor, como decifrá-lo?
Não existe explicação.
Chega sempre de mansinho,
Sem nos avisar
E nos domina de um jeito
Difícil de controlar.
Não escolhe idade, cor ou religião;
Nasce de um olhar,
De uma voz,
De um aperto de mão.
Não nos deixa decidir
Pelo sim ou pelo não;
Quando chega é pra valer,
E vai direto ao coração;
Não há homens valentes
A que o amor não amansará,
Nem o mais covarde
Que ao mais valente se tornará.
Ao amor entregamos tudo:
Corpo, alma e coração,
Muitas vezes até a vida,
Em uma grande desilusão.
Não existe fórmula do amor,
Nem aluno ou professor:
Todos nós somos eternos aprendizes
Em matéria de amor.
TROFÉU GIGANTE
Trabalhei muito.
Para mostrar o meu esforço,
Não medi perigo, assolando-me
Nos mais cruéis espinhos.
Mas eu tinha um objetivo,
E, para esse ser conseguido,
Lutei até contra mim mesma,
Exigindo de mim, além da resistência.
E esse troféu, tão almejado,
Para o qual dei tudo de mim,
Para que, quando chegasse o momento
de ganhá-lo, eu o merecesse...
Fiz tanto... tanto...
Que ultrapassei o limite
E, hoje, eu ganhei o troféu
Que tanto queria.
Um troféu gigante ofertaram-me;
De tão grande – por mérito meu –
Lugar para guardá-lo não havia,
Então colocaram-no sobre mim,
Esmagando-me com seu peso.
Ganhei o troféu,
Mas destruí minha vida.
SERÁS UM ANJO, SERÁS?
Eu te vejo em tudo,
Eu te vejo em qualquer lugar.
Posso girar o mundo,
Subir ao céu,
Descer ao poço mais profundo;
Tua imagem, comigo está.
Eu te vejo em tudo,
Eu te vejo em qualquer lugar.
Quem és tu?
Serás um anjo, serás?
Queres-me proteger, me guiar
Ou serás um demônio?
Queres- me enlouquecer?
Perseguir-me,
Fazer-me chorar?
Eu te vejo em tudo,
Eu te vejo em qualquer lugar.
Vou pedir para os deuses
Pra que possam me ajudar;
Fazer com que eu te esqueça,
Ou me faça
Pra sempre te adorar.
DOIS MUNDOS
Nos devaneios róseos das fantasias,
Um novo mundo criei para mim.
Ainda que seja mera fantasia,
É lá que me escondo
Da saudade dolente,
Onde fujo das promessas vãs.
Onde amo e sou amada,
Numa troca mútua de ternura,
Almas em êxtase, coração em delírios.
E nos seus lábios sequiosos...
Embriago-me nas suas delícias
E adormeço-me na penumbra
Desse louco amor...
Acordo-me
Para o mundo real,
Onde a felicidade é fugaz e passageira
E tenho medo...
Em seus olhos escondo-me,
Que são silenciosos e mudos,
Que nada dizem e dizem tudo;
Assim vivo eu,
Nos meus dois mundos
FELICIDADE, COMO ÉS TU?
Dize-me, como és tu:
Calma, preguiçosa,
Tímida, acanhada,
Arrogante ou prepotente?
Ó felicidade,
Por que te escondes da gente?!
Tu és calma e preguiçosa;
Tu dormes muito e te esqueces,
Por isso não aparece.
Tu és tímida e acanhada,
De vergonha te escondes;
Encontrar-te, onde?
Tu és arrogante, prepotente
E só quer brincar com a gente.
Apareces por um instante
E nos alegra, ouriça...
Depois, dá-te em sumiço.
Um dia encontrar-te-ei,
E tu não terás saída,
Ficarás comigo pra sempre,
O resto da minha vida...
SER POETA
Ser poeta
É passar emoções, ser sensível;
É enxergar aquilo que para muitos
É invisível.
Ser poeta
É viajar nos sonhos...
O vento é quem o leva
Junto às nuvens passear;
As nuvens, quando cansadas,
Derrubam-no sobre o mar.
O mar o acolhe
Com o canto das sereias,
Fazendo-lhe uma seresta,
Sentadas na areia.
Ser poeta
É tocar as estrelas com as mãos;
É ouvi-las a nos dizer:
“Leva-nos nos seus versos”
Ao Leste, Oeste, Norte e Sul!
Ao planeta mais bonito,
Ao seu planeta azul!
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