O ineditismo de escrever tanto sobre uma viagem tão minúscula (se bem que já escrevi mais antes, aqui no Usina) deve-se, creio, não tanto ao meu aguçado provincianismo quanto à minha grave necessidade de localizar o lugar aonde moro no mundo e a mim mesmo em relação a todos neste e naquele mundo.
É curioso. Apesar de sentir-me nitidamente deslocado em relação a quase todos aqui em meu ambiente, quem sabe devido apenas aos parâmetros altamente exigentes da educação a que fui sujeito, isso (ainda) não me faz (ou me obriga a) exigir um mundo melhor do que o deles (o qual já me é inaceitável). Por enquanto, pelo menos. Por que isso?
Curioso. Pelo visto, o mundo vivido lá em Paris não me parece necessaria ou consistentemente melhor do que o vivido aqui em São Paulo, Brasil: apenas parece sustentar-se à base de menor custo relativo (ou seja, a menor custo para uns e outros).
Nos EUA, já não. O mundo norte-americano parece-me, sob o aspecto econômico, nitidamente superior a qualquer outro já experimentado, ao menos para quem busca viver e está disposto a bancar o preço disso. Pois é preciso ter estômago e nervos para agüentar o tranco.