O orçamento da União para 2007 é a mesmice do ano passado. Das receitas líquidas estimadas em R$603,4 bilhões, 49,6% serão consumidas com apenas dois itens: R$117,9 bilhões com o pagamento do funcionalismo público e R$181,4 com a Previdência social, totalizando R$299,3 bilhões. E com o pagamento dos juros da dívida pública e as transferências para os Estados e municípios, vai sobrar pouco dinheiro para os investimentos; apenas $17,8 bilhões, ou seja, 2,94% do total. Neste ano de eleições, foram feitas 37.512 contratações para o serviço público e para 2007 estão previstos mais 46.652 novos servidores! É a gastança pública em excesso a todo vapor; diga-se de passagem, o maior problema da nossa economia. A previsão de crescimento do PIB de 4.75% para 2007, com juros imorais e carga tributária cavalar, é uma quimera. O pífio crescimento de 0,5% no último trimestre não vislumbra maiores expectativas. E rezar para que a conjuntura da economia mundial continue favorável, a fim de mantermos o atual volume das nossas exportações. É esperar para conferir.