Inundando o mundo com seus produtos baratos, a China acumulou um colossal superávit comercial de US$1.330 trilhão, dos quais US$900 bilhões só com os Estados Unidos. Referido superávit corresponde ao PIB brasileiro previsto para 2008! Tudo aplicado nos Títulos do Tesouro Americano, que o Governo chinês ameaça liquidar, se os EUA continuarem forçando a valorização da sua moeda, o Yuan. Tal soma é o que ainda mantém o dólar com reserva de valor para o resto do mundo. O yuan valorizado tornaria os produtos chineses mais caros e, com efeito, permitiria os EUA competirem com a China no mercado mundial. A retaliação chinesa, tida com uma espécie de “opção nuclear econômica”, se efetivada, poria o dólar em colapso e causaria uma tremendo desastre na economia americana, pois, com a redução dos rendimentos dos seus títulos, haveria um debanda geral dos investidores para portos mais seguros. Pequim já declarou que poderá usar as suas reservas como último recurso para pressionar o Congresso dos EUA. Com a fragilidade da economia americana, e por precaução, Rússia, Suíça e outros países já diversificaram as suas reservas cambiais. O Brasil deveria seguir o mesmo caminho. Porque colocar todos os ovos numa mesma cesta?