O preconceito religioso parece uma barreira intransponível, que dificulta o estabelecimento da paz mundial. Judeus, muçulmanos e cristãos encheram as páginas da história com os seus conflitos sangrentos! E tudo isso em nome de Deus. A chegada do papa na Terra Santa é uma boa oportunidade para que eles se lembrem das suas origens e façam uma profunda reflexão para compreender que a religião de Deus é uma só, que se renova de tempos em tempos com a vinda dos seus mensageiros, que trazem ensinamentos espirituais e sociais para que o povo à sua época possa viver em paz e felizes. É igual a uma escola, na qual evoluímos sempre, mas, nesta especial, jamais nos graduaremos. A verdadeira religião não são uma série de crenças ou um conjunto de costumes, de rituais, mas de ensinamentos para aperfeiçoar o caráter dos homens. Portanto, imaginar que uma religião é melhor do que a outra é uma grande tolice, pois Deus não faria concorrência a ele mesmo! Por ironia da história, judeus, cristãos e muçulmanos têm a mesma origem familiar na raiz antiga do patriarca Abraão. De Ismael, seu primeiro filho, descendeu o profeta Maomé; do segundo, Isaac, originou-se as 12 tribos de Israel e, dentre estas, a de Levi e a de Judá, das quais descenderam, respectivamente, Moisés e Jesús! Portanto, trata-se de um só povo ainda vivendo uma controvérsia milenar, por não compreender que, se a luz é boa, não importa em que lâmpada brilhe.