Há um grandioso mistério a rondar a mente humana. A investigação racional do homem o leva a pensar em uma força poderosa existindo além e independentemente de qualquer nome, conceito, plausibilidade, averiguação material ou científica. É uma impressão, por certo, mas de tal modo vigorosa que não deixa pedra sobre pedra quando circula na veia mental. Há a sensação percorrendo as veias da criação, como que querendo ser descoberta, vista, contemplada; é mesmo impossível ao homem pensar no mundo, enquanto realidade material dada, sem que subsidie sua interpretação dele uma possibilidade de o mesmo ser fruto de uma inteligência superior. O que existe, o Universo a partir do qual se preocupou a mente em construir noções de tempo, espaço e matéria, deve ser atribuído a quê? Ao acaso? À uma geração espontânea? A uma existência eterna sem que haja uma causa definida, inteligente e eficiente? Ou a Deus?
Os que se ocupam em investigar a natureza das coisas, os filósofos, os cientistas, os sábios de todos os tempos, quiçá não admitam que o mistério ao qual a vida inteira perseguiram tenha um nome, pois a sensação de constante suicídio intelectual por não admitirem a possibilidade de um Deus criador não os conduziu à verdade; contudo, para os cristão Deus não é uma força, uma coisa. Ele é um ser que tem personalidade e conteúdo moral. Criou o Universo, a terra e pôs nela os homens como governantes. Veio o pecado e desviou o homem do rumo traçado desde a eternidade por Deus. Em sua soberania Ele resolveu dar ao homem responsabilidade moral, cuja observância seria necessária à saúde do Universo criado e dos próprios homens. A presença do pecado, que destruiu esse estado de pureza e perfeição, tornando os homens em seres doentes, somente reforça essa verdade. Por isso Deus odeia o pecado como a mãe odeia a doença de seu filho.
Nessa perfeita estação da fé, na qual todo homem pode se encontrar com Deus, reside a paz que nem a muita sabedoria nem o muito dinheiro podem dar. Felizes os que nela forem achados, pois Deus não tardará em requisitar de cada homem a fé n’Ele, por meio de Jesus Cristo, necessária à salvação de todos os que crêem.