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Artigos-->INFANTICÍDIOS -- 05/10/2009 - 08:03 (LUIZ ROBERTO TURATTI) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos








INFANTICÍDIOS



Padre João Modesti




Faz pouco tempo que os meios de comunicação davam a horripilante notícia de que na Inglaterra foram destruídos para mais de dois mil embriões humanos congelados. Embora houvesse protesto de todo o mundo, a destruição foi efetuada. A desculpa contra os protestos era que a LEI assim marcava.



Partiram do que tudo o que é legal é moral. Ora as leis foram feitas por alguns homens que se julgam, por causa do cargo que ocupam, seres onipotentes que tem o poder para decidir tudo. Como as leis são feitas para o bem comum esse assassinato de vítimas que não podiam se defender e não tinham culpa alguma foi considerado algo para o bem do povo. Esquecem aquele princípio básico do direito. “Salus populi suprema lex esto” (a salvação do povo deve ser a maior lei). Foi um passo a mais que a humanidade deu junto com as guerras, a devassidão e os vícios que escangalham com a saúde e trazem após si a morte. Mas a lei permite e ela é onipotente, embora vá contra a lei divina: NÃO MATARÁS.



Porém se o inútil protesto das nações ficou sem resposta e não teve força para evitar a carnificina dos inocentes, esse ato cruel somente causou horror e fez aquela nação cair no conceito que tinha de defensora dos Direitos Humanos e modelo de liberdade.



Porém há um outro assassinato em massa de inocentes também em nossa terra e isso pela lei do lucro pecuniário. Falo dos espetáculos que são oferecidos às crianças por meios de filmes da TV em que a violência é exaltada até em aparentes inocentes desenhos animados. Também na TV quando é hora de novelas, quantas crianças e adolescentes não assistem e pior ainda, alguma vez, querem imitar aquilo que foi visto.



É a destruição talvez de uma educação séria recebida quando pequeninos e que agora será ridicularizada e desprezada. E aí temos o paradoxo humano.



Contra aquele país, com razão houve um protesto mundial; contra esse novo e quotidiano assassinato não há vozes que protestam. Só protestam quando alguma criança é abandonada ou sofre uma violência corporal por parte de alguma autoridade ou pessoa adulta. Mas onde o protesto dos protetores das crianças contra esse assassinato da inocência, da destruição de uma educação, do encorajamento para o crime a que esses espetáculos levam? Pobres crianças que infelizmente não têm o poder de uma crítica para separar o bem do mal. Aí vem à mente a palavra do divino Mestre: “Ai de quem escandalizar a um desses pequeninos que crêem em mim: Melhor fora que atasse ao pescoço uma mó de moinho e fosse atirado ao mar”. Será que haveria em nosso país muitas pedras de moinho para tantos?





Padre João Modesti (1919-2005), Sacerdote Salesiano, professor de Física, Química e Matemática; Psicólogo doutorado pela Universidade Salesiana de Roma; autor com variada produção literária para cursos secundários e superior, de índole filosófica-religiosa.





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“Fora da VERDADE não existe CARIDADE nem, muito menos, SALVAÇÃO!”



LUIZ ROBERTO TURATTI.







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