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Artigos-->VIAGEM À ESPANHA (última parte) -- 17/11/2009 - 17:52 (Divina de Jesus Scarpim) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Foram sete meses morando em Vigo e usando quase que todos os finais de semana e todos os feriados para passear por Espanha e Portugal. Muitas vezes pegamos as conservadas e muito bem iluminadas rodovias que nos levam às várias cidades de Portugal e da Espanha; estivemos em Conimbriga, uma cidade romana próxima de Coimbra; estivemos em Santa Maria da Feira, uma cidade que tem um castelo lindo que não pudemos ver por dentro porque estava em reforma e só reabriria quando já estivéssemos de volta no Brasil e que tinha também uma feira, para fazer jus ao nome que tinha; estivemos em duas cidades com o mesmo nome, Montemor o Velho e Montemor o Novo, em Montemor o Velho tem um castelo com muralhas maravilhosas e quando a gente desceu para a cidade para o almoço encontramos um restaurante super gostoso que tinha um prato chamado arroz com feijão que não tem muito a ver com o nosso arroz com feijão porque os dois estão juntos formando uma espécie de sopa muito gostosa, em Montemor o novo só tinha mesmo ruínas do castelo, mas como gostamos de ver ruínas, não sentimos ter perdido a viagem, pelo contrário. As duas cidades valeram o passeio.



Estivemos em uma cidade linda e toda murada, com casas pintadas de branco e um castelo muito lindo que era um hotel, essa cidade se chama Óbidos e lá dormimos em uma das casas brancas onde alguém morava e que, talvez por estar viajando deixou as chaves com o dono de um bar que alugou o quarto para nós; estivemos em outra cidade linda e gostosa de visitar chamada Leiria, onde tem um castelo lindo no alto e uma praça com uma fonte esguichando sobre uma estátua de Adão e Lilith e uma estátua de Camões em outra praça diante da qual tirei uma fotografia; fomos também à cidade de Tomar, linda com seu castelo templário por cujos pátios passeamos com vagar e fomos a uma outra cidade chamada Pombal onde havia um castelo e onde comemos um jantar delicioso e diferente no qual a carne vinha em um espeto dependurado sobre o prato, preso por um gancho; numa dessas muitas viagens de fim de semana passamos pelo mosteiro de Alcobaça onde vimos os túmulos de Inês de Castro e de D. Pedro I (não o D. Pedro I do Brasil, este lá é D. Pedro IV), um de cada lado do altar.



Nos tornamos o que denominamos de “caçadores de castelos”: fomos uma vez para os lados de Leão e Castela e passamos todo o fim de semana indo de um castelo a outro dos que víamos pelo guia, um dos mais bonitos foi o Castelo do Coca, todo construído com tijolos avermelhados de mais de um tom e cujas diferentes tonalidades formam faixas como se ele fosse pintado. O castelo é lindo, bem grande e a gente pode vê-lo todinho por dentro e por fora e, inclusive subir no alto dele. Foi um dos castelos espanhois de que mais gostei.



Outra cidade que visitamos e que vale muito a visita é O Porto, antiga capital de Portugal. A cidade é muito linda, tem uma ponte altíssima, ruas gostosas de passear, uma praça enorme, mais de uma igreja azulejada, todo um lado do rio pra se provar os famosos vinhos do Porto e um castelinho pequeno e muito charmoso chamado Castelo do Queijo onde funciona um museu do exército.



Nos deixamos ficar muitos fins de semana em Vigo e fomos almoçar ou jantar mais de uma vez em Baiona ou na Playa América, onde está o hotel em que ficamos nos primeiros dias que passei na Espanha. Quando estávamos chegando ao dia de nossa despedida voltei a Santiago de Compostela, comprei as cruzes para trazer para meu filho e passei muitos dias andando pelas ruas da cidade, caminhando por ruas já muitas vezes caminhadas, olhando-as todas com meus olhares de despedida. Fui novamente e novamente às cafeterias onde tinha encontrado os melhores “platos combinados” e aos restaurantes chineses que são gostosos, aconchegantes e razoavelmente baratos. Voltei mais vezes aos arredores do porto de Vigo, caminhei pelas ruas do “casco Velho”, mas continuei até o fim sem coragem para comer, com uma boa espirrada de limão, os tais mariscos crus recém-pescados.



E quando chegou o dia nos despedimos das pessoas que conhecemos lá, pegamos o avião e voltamos para o Brasil com a certeza de que tínhamos passado os melhores meses das nossas vidas. Que me perdoem os muito patriotas, mas nesse tempo todo não senti saudades do Brasil e não senti nenhuma vontade irresistível de comer arroz e feijão, acho que sou desapegada e embora ache o Brasil lindo, como já disse antes, acho lindos os outros países também. E achei Espanha e Portugal maravilhosos!

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