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Artigos-->DE QUE DEUS EU FALO? -- 17/11/2009 - 11:05 (Divina de Jesus Scarpim) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
É comum, diante de meus muitos textos que questionam, abominam ou vão contra religiões, religião ou deus, pessoas comentarem esses textos perguntando a que deus eu me refiro. Claro que quem faz essa pergunta nunca é um crente fanático uma vez que esses se limitam a lamentar, ofender ou ameaçar com o fogo eterno a minha pessoa “ignorante”, “estúpida”, sem fé, etc...



Os que me fazem essa pergunta em geral comentam a existência de vários deuses, de várias religiões, de vários conceitos ligados a cultos do passado e do presente em várias culturas e vários povos ao longo da nossa história. São informações válidas, interessantes e muitas vezes trazem novidades que me são bastante úteis. Mas basicamente eu sei que existem muitos conceitos de deus na história da humanidade, não poderia deixar de sabê-lo sendo eu uma apaixonada por mitologia e, principalmente, pela mitologia grega. Além disso sou também uma apaixonada por ficção científica, portanto, tenho conhecimento até de algumas projeções de deuses para o futuro.



Mas, como ninguém é obrigado a saber disso apenas lendo um texto crítico de cunho religioso, resolvi explicar nesse texto de qual deus afinal estou falando quando afirmo que deus não existe e que as religiões são coleções bem guardadas de absurdos. De que deus afinal eu falo?



Oras, gente, falo do deus de que me falam!



Todos os que acreditam em um deus e com quem eu tive contato, direto ou indireto, ao longo da vida, invariavelmente falam de um deus que é criador, que é bom, que é onipotente, onisciente e onipresente. Aliás, os dois últimos "onis" deveriam estar contidos no primeiro, afinal, não dá pra ser onipotente sem saber tudo e não dá pra saber tudo sem estar de alguma forma em todos os lugares.



Mas, enfim, nunca, a não ser em textos que tratam de mitologia, folclore ou filosofia, eu vi, ouvi ou li algo que tentasse afirmar a existência de um deus que não tivesse as características acima.



Literalmente, dentro da minha experiência de vida, ninguém tenta convencer ninguém da existência de um deus diferente desse, seja dentro de uma religião qualquer (é o mais comum) seja dentro de um conceito de "deus particular" que a pessoa desenvolve e cultua sem o auxílio de uma religião oficial.



O Aurélio define deus como: 1- Princípio supremo considerado pelas religiões como superior à natureza. 2- Ser infinito, perfeito, criador do universo. 3- Nas religiões politeístas, divindade de personificação masculina, superior aos homens e à qual se atribui influência especial, benéfica ou maléfica, nos destinos do universo. 4- Objeto de um culto ou de um desejo ardente que se antepõe a todos os demais desejos ou afetos. 5- Filos. Princípio supremo de explicação da existência, da ordem e da razão universais e garantia dos valores morais.



Dessas definições, eu observo que as religiões cristãs, embora os cristãos afirmem o contrário, são na verdade politeístas uma vez que têm em seu panteão também o diabo que, por todas as definições e por mais que o neguem, seria também um deus, além, é claro, da religião católica que tem um deus dividido em três e faz questão de negar esse politeísmo óbvio. Sem falar, é claro, nos anjos e santos que, basicamente, seriam deuses de menor poder.



Outra observação a fazer é sobre a definição filosófica de deus, essa definição, pra mim, é apenas uma forma que encontraram os filósofos de não assumir o ateísmo, coisa extremamente perigosa para a saúde na Idade Média e muitíssimo perigosa para a vida acadêmica profissional nos muitos anos que se seguiram e, acho eu, até hoje.



Então, se existe uma força, um ente, um ser ou como quer que o chamem que seja responsável pela criação do universo como o conhecemos (e eu também admito essa possibilidade, embora a veja como algo ainda mais fantástico do que a simples sequência de acasos defendida por muitos cientistas ateus), para que essa teoria seja coerente e realmente científica, eu acho e defendo que essa entidade não poderia ser chamada de deus.



Então, para mim, independente de existir ou não uma mente responsável pela criação, não existe deus. Dizer que essa mente responsável (possível enquanto não temos nenhuma outra explicação inquestionável) é deus seria tão falso como dizer que água é gente.



Concluindo: Sou atéia, afirmo que deus não existe e afirmo que todos os agnósticos são ateus com um nominho mais sonoro e que as pessoas que não têm certeza sobre nada e não conseguem se definir como uma coisa nem outra (eu era assim até pouco tempo) são atéias que ainda não sabem que o são.

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