Houvesse no “Guiness Book” (o livro dos recordes) a lista dos países com o maior número de Ministros de Estado, ou o seu equivalente, o Brasil seria imbatível com os seus 37 ministérios. Aliás, 38, pois será criado mais um; o das “Micro e Pequenas Empresas” para um senador do PT, a fim de que o seu suplente e atual presidente daquele partido possa ser o líder no Senado! Além do “jeitinho brasileiro,” é preciso acomodar a voracidade dos partidos políticos que apoiaram os amigos do Rei e a presidente eleita. Dentre a safra de Ministérios, há alguns curiosos, e diria desnecessários, como o da “pesca,” de “assuntos estratégicos,” “turismo,” “direitos humanos,” entre outros. A propósito, lembro-me que fora solicitado do senador gaúcho, Pedro Simon, o seu apoio na votação de um projeto de interesse do PT; e ele prontamente disse que daria, mas numa condição: se o presidente Lula dissesse, de cor, os nomes de todos os seus ministros! Claro que nem ele, nem mesmo os políticos saberiam dizê-lo. Enquanto o Ministro da Fazenda diz que em 2011 irá “combater a gastança desenfreada, e que cortará despesas de todos os ministérios”, paradoxalmente senadores e deputados federais pretendem aprovar amanhã um aumento dos seus próprios subsídios para R$26.000,00, e o mesmo valor para o salário do presidente, de modo a os equalizá-los com os salários dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, já partir de janeiro próximo. Com o aumento daqueles parlamentares, se concretizado, haverá o efeito cascata nos salários dos deputados estaduais e dos vereadores do país. Não é sem razão que 70% das despesas públicas do governo são destinadas ao pagamento dos seus servidores e dos aposentados.