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Artigos-->Ainda a poesia -- 04/03/2002 - 23:23 (José Carlos Augusto Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Desenhar turbilhões no papel com os contornos

do meu hálito.

Esculpir minha sandice no menor grão e ostentar,

rebolando,este estandarte.



Escrever para desobstruir, tropeçar nos degraus

para andar.

No sub-solo do Abismo, lamber minhas escaras.



Romper a aurora e ignorá-la como a uma puta.

Bebericar o café que o diabo coou, que Deus adoça

por piedade.

Andarilhar pela casa, cortejar essa galinha

poedeira tão avara.

Saborear meu próprio néctar e excremento, e

alardear seus travos.
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