E foi-se o ano de 2001. Não que ele tenha sido ruim para mim, particularmente, mas ele não foi um ano bom para o mundo, para o ser humano, para o homem. Arrastou-se, agonizante, e finalmente foi embora. Desconfio até que comemorou-se mais a sua ida do que a chegada do novo ano. Ano novo que esperei com muita ansiedade, pois ele chega carregadinho de esperança, essa coisa mágica que empurra a gente pra frente, pra vida.
Este ano de 2002 tem a responsabilidade de trazer mais esperança que os outros, pois em 2001 tivemos motivos para refletir e desejar que possamos ser melhores. Mais que isso, constatamos, mais do que nunca, que somos os construtores da paz, que ela depende de nós, que nós somos o instrumento para que ela aconteça e permaneça.
Então, este ano novo chegou pejado de esperança e de desejo de paz. Ousaria dizer que iniciamos, nestes primeiros dias de 2002, uma nova era: a era da paz. Utopia? Sonho? Mas o sonho é esperança! Se não tivermos sonhos, o que será da esperança?
Que os homens ouçam os poetas, pois a poesia pode torná-los melhor. É ela que, mais do que outro gênero literário, talvez, retrata os sentimentos e as emoções do ser humano. É ela, a poesia, que aguça a nossa capacidade de amar, de sermos solidários, de preservar a vida e a natureza, de cultivar a paz.
Eu queria falar, neste início de ano, de paz, de esperança, de novos tempos, e não há como falar disso sem falar de poesia. Que a nossa vida tenha mais poesia e que ela nos ensine, sempre e sempre, mais e mais, a viver em paz.