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Artigos-->PARA A ANTOLOGIA DE POEMAS DE REGINA MELLO -- 31/07/2022 - 16:07 (LUIZ CARLOS LESSA VINHOLES) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

PARA A ANTOLOGIA DE POEMAS DE REGINA MELLO

 

L. C. Vinholes

20220528

Nota:

Não foi possível identificar a data deste texto e nem mesmo tenho certeza se chegou a ser publicado, mas, mesmo assim, continuo acreditando que é válido, pois, pelo que tenho acompanhado nos últimos tempos, a poeta e artista visual, que trabalha em Belo Horizonte e Lagoa Santa, é de perfil multidisciplinar, continua a produzir e criar, de forma admirável, seus poemas e se fazer presente em exposições individuais e coletivas.  Conheci Regina Mello em fevereiro de 2010, em Belo Horizonte, no Espaço Cultural da Associação Mineira de Imprensa (AMI), quando assessorava ao maestro e compositor Andersen Viana no evento da “leitura dramática” da tese de doutorado “Uso do público em obras musicais de Ernst Widmer, Luiz Carlos Lessa Vinholes e Gilberto Mendes."

 

 

Vejo-me como que sentado ao lado da autora tendo à minha frente, como segundo parceiro de um diálogo a três, o texto de uma coletânea de poemas de anos recentes.

Dela escuto informações para satisfazer minha curiosidade. Dele, o convite, para que o explore e descubra, no máximo que me seja possível, o que está em suas linhas e, certamente, nas entrelinhas, solto no espaço da página.

Parece-me que aqui também acontece o que se repete na história das coisas escritas: nem tudo o que quem escreve é percebido e mais do que o pretendido ser escrito aflora a quem se dispõe a contemplar a página preenchida.

O texto não me é um ser inerte que admite autópsia. Tomo a precaução de não uzar os instrumentos que permitem à dissecação da coisa escrita e deixo-me levar pelo que me é dado viver e vivenciar. Dou a mão e confio. Quero aprender, ser garimpeiro e fazer descobertas fáceis, ou nem tanto. Leio sem a pretensão de identificar estilos ou escolas, deixando-me levar pelo que me conduz página após página.

A autora parece pintar obras virtuais que se dissipam e voltam num vaivém de momentos e memórias; sua pontuação é rara e, assim, é convite à participação, mas aparece quando exclama ou pergunta ou, raras vezes, quando nos tolhe a liberdade para ser guia cuidadosa; seus pássaros não ganham nome, não ensinam o canto, não distribuem cores nos versos por onde passam; suas flores escondem as cores embora sejam rosas e magnólias. Lembranças, sentimentos e prazeres, nem todos iguais, mas sempre verdadeiros, nos permitem manejar um caleidoscópio de experiências que fazem parte de um todo onde “fica o vazio no espaço”.

Regina prima pela economia de texto, explora a palavra com habilidade e entrega ao leitor um universo aberto para ser compartilhado, uma vez que o tempo é comum e as vivências se confundem. De mãos dadas acompanhemos a autora, trilhemos o texto desde “o estado de vermelho sóis” até “as sinuosas curvas” que nos esperam. O resultado é gratificante.

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