Somente depois da resposta indignada de Daniel Carrano à tua fina ironia contra os pobres funcionários públicos foi que li o artigo em questão: "Funcionários Públicos."
Sinto informar, caro poeta, que é equivocada tua opinião sobre essa classe tão esculhambada - pelo Governo, pela sociedade e até pelos poetas...
Nós - também sou funcionário público - bem que podíamos dizer o mesmo dessa classe tão importante para o funcionamento da sociedade, que são os poetas, dos quais és digno representante, usando os mesmos comentários que fizeste sobre nossos interesses, mudando apenas a natureza do prêmio aspirado: uns querem mordomia, outros fama, uns querem aumento de salário, outros, aumento de leituras...
Ah! antes que me esqueça, o teu texto "Se eu fosse um lápis" é magnífico, possuído por uma poesia sublime, que, comparado ao que gerou a resposta de Daniel Carrano, por mim agora subscrita, mostra perfeitamente a contradição prevista numa poesia de...esqueci o nome do sujeito: "a mão que afaga é a mesma que apedreja...".
A sensibilidade e a crueza vindas de um mesmo coração...E isso não é ser poeta?!!!