A vida é uma montanha russa. Cheia de voltas, altos e baixos. Gritamos de medo, subimos com exitação, curvas derrapantes que temos a sensação que vamos voar longe daquele carrinho. O meu cabelo voando...
Os sons que gritamos não são ouvidos por ninguém em meio a tantos outros gritos. O frio na barriga, o desafio, e lá no topo de onde tão rapidamente avistamos tudo e todos. Os limites da cidade. Aquele barulho estranho, das coisas no trilho, coisas rolando, que sabemos que podem descarrilhar, mas não gostamos nem de pensar nisso.
De repente descemos, lógico, mais rápidodo que subimos e temos a sensação de que vamos nos esmigalhar lá em baixo, mas subimos de novo, talvez mais lento, uma curva mais rápida. Que rapidez! Quando vemos, quando temos tempo para saber o que estamos sentindo de verdade, chegamos no final? Não sei, está tudo mais lento, mais devagar, quase parando... parou? Já? Mas foi tão depressa, não deu nem para sentir. Não tem mais uma voltinha? Epa, será que eu já morri?