É difícil falar de saudade. Ainda mais quando se está acometido inteiramente deste mal.
Como definir o que seja, quando se esta totalmente tomado por esta doença?
Podemos apenas dizer que os dias não passam tão depressa quanto gostaríamos que passasse, as noites passam rapidamente porque escutamos o tic tac do relógio a cada minuto.
Quando olhamos as horas passarem, a impressão que se tem é que ela está correndo. Mas de encontro com as coisas que não queremos ver. E, neste momento, é a famigerada saudade;
Mas, difícil mesmo é definir o motivo da saudade. Estar longe é estar longe, independente de onde estejamos.
E, mesmo pensando assim, basta sairmos no nosso ninho e parece que o mundo está desabando em cima de nós e, com ele, a dor da ausência fica ainda mais pesada.
Lembro das palavras de alguém querido, quando definia a viagem. Uma viagem que é um saco.
No momento em que ouvi essas palavras, achei graça, mas não sabia exatamente o peso que tinha. E agora sei. É um saco e, com toda certeza, muito difícil de carregar.
E neste momento já nem quero definir coisa alguma, queria mesmo correr contra o tempo, adiantar o relógio, rasgar o saco e invadir todos os espaços do seu coração...