Há dois meses a esta parte que as notícias e informações adjacentes sobre a "gripe das aves" vêm subindo de tom e de preocupação.
Ontem e hoje, na televisão, perante uma imagem que mostra o mundo a ser varrido por uma onda vermelha, ouvi divulgar-se a convicção de um investigador e perito no assunto: cedo ou tarde a pandemia vai profusamente alastrar e causar a morte de milhões de pessoas.
Para que Você, se ainda não tem, fique com uma ideia correcta sobre a grave ameaça que agora se depara à humanidade, decidi pesquisar e coligir elementos que equacionam o ponto crucial do desiderato.
A gripe vulgar que todos mais ou menos conhecem - quem é que não teve ainda uma gripe ? - é uma doença infecciosa, epidémica e facilmente contagiosa, caracterizada por um início em regra brusco, que causa abatimento geral ao corpo e tem uma sintomatologia muito variável, que inclui dores a par da inflamação das mucosas respiratórias.
A dita é devida a um vírus que, por vezes associado a outros agentes patogénicos, provoca acidentes bronco-pulmonares de gravidade variável, consoante as epidemias e os pacientes afectados. A terapêutica é apenas de ordem sintomática, limitando-se a atenuar os estados mais incómodos.
A vacina preventiva é injectável e pode provocar, quando muito, uma dor superficial e vermelhidão no local onde é aplicada - raramente febrícula - mal estar e dores de cabeça. Tais reações, genericamente, desaparecem entre 24 a 48 horas.
Curiosamente, as vacinas contra a gripe são actualizadas todos os anos, em função das variantes do vírus que vão sendo encontradas nos surtos dos anos transactos. De acordo com os fabricantes, a eficácia da vacina varia de 70% a 90%, dependendo da coincidência entre os vírus a que nos expomos e os que compõem o medicamento, ou seja: 10 a 30% das pessoas vacinadas podem contudo contrair a doença. Nestes casos, os sintomas costumam ser menos intensos e resumem-se ao que vulgarmente consideramos uma constipação.
Não devemos esquecer que qualquer doença infecciosa resulta de uma interacção dinâmica entre o agente patogénico e o espaço em que se aloja. Esse espaço corresponde ao conjunto de características do hospedeiro - o seu estado geral e um complexíssimo sistema de defesa - que determina, por exemplo, que em duas pessoas expostas ao mesmo vírus, uma adoeça e a outra não.
Daí, as pessoas mais fragilizadas devem vacinar-se com a periódica regularidade determinada medicamente, sobretudo as que estejam em mau estado geral ou com outras doenças, cardíacas, bronquites crónicas, asmáticas, o que é o caso da maioria dos idosos.
Posto isto, à guisa de preâmbulo, para que bem se entenda e intua a problemática que ora se nos coloca, vamos à anunciada "Pandemia Gripal", algo que aparece em termos de muito sério flagelo.
GRIPE DAS AVES
A "Gripe da Aves" foi detectada pela primeira vez no continente asiático, onde até ao momento já matou quase uma centena de pessoas. Teme-se que atinja a Europa, nomeadamente Portugal, onde existe o risco de chegar a qualquer momento.
A vacina que actualmente está no mercado não cobre a "Gripe das Aves" e não foi ainda sequer comercializada, embora haja avanços promissores nesse sentido.
Entre animais a doença propaga-se através da partilha de comedouros e bebedouros. Geralmente, as aves em cativeiro, porque não têm contacto com aves migratórias, correm um risco bastante menor. Para já, a ideia da propagação à espécie humana, por via alimentar, está posta de parte, mas será sempre vão cuidar em rigoroso pormenor todas as eventualidades. Assim e por enquanto, é assaz preventivo que se adiem para melhor altura as refeições à base de aves que não estejam sujeitas a rigoroso e fidedigno controlo sanitário.
O grande receio da Organização Mundial de Saúde é que o vírus, inopinadamente, já esteja adaptado aos humanos e que possa haver uma epidemia em muito larga escala.
A mortal anomalia pode manifestar-se nas pessoas por variadíssimos sintomas, que são mais ou menos idênticos aos da gripe corriqueira, incluindo febre alta, dores musculares, tosse e irritações na garganta. Pode também e ainda causar infecções oculares, doenças respiratórias graves e pneumonias, risco que se abeira com facilidade das pessoas que sofram já de doenças do foro respiratório, cardíaco, oncológico e diabético.
O medicamento mais eficaz no tramento generalizado da doença, pelo menos em Portugal, encontra-se momentâneamente esgotado, embora se espere, segundo o actual ministro da Saúde, que seja rapidamente reposto.
No Brasil, pois, informem-se, procurem de imediato o esclarecimento sobre tão nefando vírus, que actua por forma sub reptícia e para já é incontornavelmente mortal após desenvolver-se e assumir efeito.
No que a mim concerne em relação à gripe de que vulgarmente se fala e a outras vulgares maleitas, eu tomo todos os anos um frasquinho de produto que se chama "IODISIS" - iodo muito puro - às gotas, dissolvidas num copo de água. Inicio com cinco gotas, aumentando sempre uma, antes de cada refeição, até esgotar a pequena porção de líquido.
Resultado: logo que completo o tratamento, sinto-me agradavelmente revigorado e activo. Comigo, a gripe tem passado à distância. Esta previdente prática, devo-a à indicação do médico oficial com quem estive em Cabora-Bassa, Moçambique, em 1969, doutor Brás Medeiros, que infelizmente e dada a idade que já tinha na altura, não deverá estar vivo. Estou eu, quiçá graças a ele.
António Torre da Guia
PS = Evidentemente que, se porventura houver alguém interessado em experimentar o "IODISIS", deverá saber em antes se é ou não alérgico à sua absorção.