O que esperar do mundo tão fechado em si mesmo,
O que esperar dos que vêem um mundo que não vejo,
O que esperar da vida sem um rumo, sempre a esmo
O que esperar de mim, tão repleta de desejos?
Jogar tudo para o alto, esse é o fim
De quem lutou sempre por um mundo ideal?
Muito fácil desistir, dizer "Cansei, enfim..."
E se atirar, olhos fechados, no espaço abissal.
Mas bem no fundo deste peito sonhador,
Existem vozes que sussurram sem parar,
Que a luz da alma é sempre o Amor
E que a noite só é treva até o dia clarear!
E são tantas as outras almas ao meu lado,
Que com carinho me sustentam o coração,
Que em prantos, sentimentos renovados,
Me ajoelho com profunda emoção.
Ergo o olhar para as esferas infinitas
Se ergue o corpo, orgulhoso de quem sou:
Filha de muitos, de uma linhagem bendita,
Em pé carrego o meu Destino, e alço vôo!