Eu sei que os golpes e agressões que a mim chegam
atingem minha alma com extrema violência, tal furacão,
que fustigam, me arremessam para longe,
tentam me fazer vencida, me atiram contra o chão.
Mas, tenho aprendido a me defender,
e a ativar a coragem do meu coração.
Devolvo as investidas com a indiferença,
mesmo que aqui dentro, me queime a ebulição.
Ajo, e em meu agir,
busco sempre a justiça e a complacência.
Mas, sim! Muitas vezes me torno agressiva,
perdendo, louca, a paciência.
Sim!!!
Mas me refaço, e não aceito.
Não, eu não aceito que você diga quem sou.
Não, eu não aceito re-agir contra você.
Não, eu não aceito que você me faça ser você.
Não, eu não aceito sentir o que me força a sentir.
Eu decido ser quem sou, o que sentir e como agir.
E escolho o amor, sempre o amor, olhando além!