Pra onde vou se aqui já não posso ficar?
Perdi rumos no arrastar dos anos sem amar.
Fugi de espelhos, do meu próprio olhar.
Achei mortes vãs onde a vida deveria estar.
Aqui os alicerces estremecem, e o desmoronar trará a morte.
Tenho o corpo lacerado e no coração, sangrante corte.
Me lançar ao passo incerto, deixar que me leve a sorte?
Caminhar como quem não tem passado, e não tem Norte?
Devo olhar o chão, escolhendo trilhas, ultrapassando montes?
Ou devo simplesmente seguir, olhar buscando horizontes?
Não recuar, não olhar pra trás, atravessando pontes?
Seja como for... seja onde for...
Levo apenas minha alma limpa,
lavada em muitas lágrimas e muitas fontes.