Quantas e quantas vezes, vencidos, paramos a vida
Como se tudo em volta de nós pudesse esperar.
Fechamos os olhos, calamos a voz, paramos a lida
Até mesmo, quase esquecemos de respirar.
Vida em suspenso esperando milagres
Ou esperando a esperança de tudo mudar.
Esperamos que num repente toquem alarmes
Que nos sacudam e nos levem, a um despertar.
Assim vegetamos por dias, por anos
Sem vida, sem forças de ao mundo gritar,
Que bem dentro do peito, um ritmo insano
Bate em silêncio no coração milenar!
Mas nada é estático, nem o Universo, nem nós.
Tudo são ciclos em um eterno transmutar.
Por isso, desperte, dê voz à tua voz
Se erga, se poste frente ao novo estar!
Se a vida em suspenso ficou por um tempo
Em vão nada foi, tudo nos ensina a voar.
Abrir asas, jogar-se nos braços do vento
Enfim, renascer e em nova vida brilhar!