Por que não amor em versos?
Queria tanto ouvir vozes ao meio de estrofes mudas. Amar as rimas podres de Amaso, que faz suas estrela brilhar mais que o brilho. Vejo nos artigos, crônicas, poesias e cordéis uma parte esquecida das sombras. Vejo um tudo ao meio do nada. Não, Amaso, não clamarei sua presença. Recebi sua mensagem e a li nas entrelinhas. Estás doente. Ou, simplesmente, és doente. Todavia, suas reflexos vêm ao encontro dos meus ideais outrora perdidos. Leio suas cartas e desabafos em repúdio ao lodo que patinas no pensar poeta.
Amei em versos suas prosas. Consegui tomar uma decisão, mas agora que mais e mais pessoas necessitavam dos seus escritos, saístes. Ou melhoe partistes. Sei que voltarás para junto dos seus defender a sua bandeira, mesmo dizendo besteira. És o defensor das minorias, mas poucos perceberam. Sei o que fizera contigo: nada, pois estás cagando e andando para o que dizem. Sei que na sua despedida está inscritas as iniciais de um até breve. Tu que lutastes contra a ditadura militar, a favor a redemocratização dessa terra e contra a corrupção. Foste preso, mas não dedurou seus amigos; apanhou e bateu nos morros para levar um pouquinho do que tinha a quem não tinha nada. Sim, procurei os seus escritos nos outros cantos da terra, e não foram poucos. Seus artigos nunca sairam com a suas iniciais, pois até isso quiseram lhe tomar.
Então, meu bom amigo e companheiro de luta, desejo-lhe uma ótima viagem. Mas, peço-lhe que tenhas misericórdia daqueles que te espezinham. Nunca deixe a peteca cair, mas se porventura cair, rebata com toda sua força. Mostre o homem que és; o pai e avô que suas crias humanas tanta ama. Agora, seja forte e morra se for preciso, mas nunca te entregue.