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Cartas-->Resposta a Maria Georgina Albuquerque -- 22/09/2002 - 17:12 (Abilio Terra Junior) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Resposta a Maria Georgina Albuquerque

Cara Maria Georgina Albuquerque.

Folheando os meus arquivos, deparei com essa sua mensagem de 14/11/00, que me deixou muito feliz, tanto na época, quanto agora, ao relê-la. Lembro-me que lhe respondi, na ocasião, mas não tenho a resposta, apenas a sua mensagem impressa.
A sua mensagem, sem dúvida, é um grande estímulo para que eu continue a trilhar os caminhos da poesia (e, eventualmente, também da prosa).
Acabei de assistir a um filme que também me emocionou, "Sinais de Fumaça", dirigido por Chris Eyre, com Adam Beach e Evan Adams, que conta a história de dois índios norte-americanos que saem da sua reserva para viajarem a outro estado, onde o pai de um deles morreu. Ele, o pai, havia abandonado a ele, seu filho, e à sua mãe. Bebia muito e quando seu filho, ainda pequeno, se revolta, e sua mãe resolve parar com as bebedeiras, ele vai embora.
Na viagem, esse índio, que ficara descrente e revoltado, aprende muitas lições de vida, inclusive com o amigo, que vive sempre em um mundo mágico e poético, apesar de haver perdido os seus pais em um incêndio provocado pelo pai do outro índio, em uma de suas bebedeiras.
Ao retornarem à reserva, trazendo as cinzas do pai, se envolvem em um acidente, na estrada, provocado por um motorista bêbado. O índio, o que era revoltado, corre à cidade próxima, bem distante, para tentar salvar uma mulher, ferida no acidente. É acusado pelo motorista bêbado, mas consegue se safar.
Ao chegarem à reserva, ele dá ao amigo parte das cinzas do pai, pois volta renovado, vendo o seu amigo com outros olhos. Na verdade, ouvira muitas verdades também da mulher com quem o seu pai vivera os seus últimos anos, uma bela jovem índia. Entende que o seu pai, na verdade, continuara amando-o e à sua mãe, e que possuia elevados sentimentos, além de ter uma concepção mágica do mundo, também.
Ele se descobre, enfim, nessa viagem, e rompe com aquela sua descrença e revolta ante o mundo. Ele joga as cinzas do pai em um rio de águas revoltas e grita, soltando o que trazia represado há tantos anos dentro da sua alma.
As palavras, ditas pelo narrador nas cenas finais são muito inspiradoras e emocionantes, perguntando se devemos perdoar aos nossos pais pelos seus erros, fraquezas, vícios, incompreensões... e, se perdoarmos aos nossos pais, o que nos resta?
Deixo essa mensagem em retribuição à beleza das suas palavras.

Abraços poéticos para você também,

Abilio

Usina de Letras - Contato do Leitor

Mensagem referente ao texto - autor.
Abilio:

Que poesias lindas! Adorei! Sensíveis, transmitem
uma enormidade de sentimentos que batem direto
no coração: -perda, tristeza, angústia etc. Tudo
isso aliado a uma dosagem certa de ironia e
sarcasmo.
Foi muito bom ter lido seus trabalhos! Continue,
por favor!

Abraços poéticos,

Maria Georgina Albuquerque


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