Sim, de fato você me deu maravilhosas "boas-vindas" na Usina! E que bom que você se lembra tão bem!
E, agora, você analisa, com muita argúcia, sensibilidade, conhecimento e perspicácia, os meus poemas!
Só posso lhe enviar o meu agradecido reconhecimento, e lhe dizer que estou vendo meus poemas agora com "outros olhos", como se eles estivessem revivido, à medida que você os revisitava.
Como diz o grande crítico literário Massaud Moisés, em "A Criação Literária - Poesia": "O leitor reproduz o estado lírico do poeta, enriquecido das sugestões do poema, emanadas da fixação daquilo que ao próprio criador do poema era absolutamente insuspeitado." Interessante, não?
E veja isto, ainda dele: "Por outro lado, a poesia do poema surge-nos por intermédio da leitura, o que equivale a dizer que construímos, cada qual a seu modo e quantas vezes quiser, a poesia que o poema detona." Não dá o que pensar?
Quanto aos poemas por você tão bem focalizados, posso citar, por exemplo, "Comigo o Mito", que escrevi, ao chegar da visita que havia feito, com a família, aos escombros da casa onde vivi um bom tempo da minha vida, demolida para dar lugar a um prédio. Sentia uma profunda e escondida emoção, que, ao escrever esse poema, "transbordou" como em uma catarse. Interessante é que já havia feito outras visitas ao local, mas só naquele momento, por algum motivo inconsciente para mim, aconteceu esse "estado interior".
Minha cara amiga, escreva-me quando quiser, estou ao seu dispor.