Acontecia na década de sessenta. Não tínhamos muitas opções para nossos encontros. O local marcado era sempre uma esquina qualquer, desde que não fosse muito perto da casa onde morávamos. Meu namorado não possuía carro (aliàs poucos vinham motorizados). O jeito era andar pelas ruas. Rodávamos muitos quarteirões em busca de um lugar pouco iluminado.Parávamos então a busca ,quando encontrávamos uma mureta que nos servisse de banco em frente a uma casa que de preferência não tivesse cachorros ou que não fosse cercada por plantas espinhosas. Quando encontravamos uma praça, Vila Buarque de preferencia, o problema residia em achar um banco desocupado. Aos abraços e beijos roubados namorávamos até a hora marcada para o retorno.Quando meu amado estava abonado ìamos ao cinema mas nunca sabia qual filme havia assitido pois lá dentro sómente a luz do lanterninha atrapalhava nossos encontros. A outra opção que tínhamos era a de ir aos domingos num parque de diversões. Lá no Parque Xangai aos gritos e agarros nos divertíamos muito. Mas, nossos pais, em todas as vezes que saíamos para namorar, eram ludibriados pela desculpa que eu estava saindo com as amiguinhas.Depois de quatro anos nos casamos e assim vivemos por muitos anos .