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Contos-->GÓTICO -- 22/03/2000 - 15:36 (Josivaldo Felipe Santiago) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
GÓTICO

A palavra “gótico” teria sido usada, pela primeira vez, por Raffaello Sanzio, o famoso Rafael, pintor e arquiteto do Renascimento, em relatório dirigido ao Papa Leão X em 1518; ou por seu discípulo Giorgio Vasari em meados do Século XVI, na sua História das Artes e da Arquitetura na Itália.
O termo “gótico” designa a língua falada pelos gôdos, que, no fim da Antiguidade viram no território limitado pelo Danúbio e pelos Balcãs. Divididos em ostrogodos e visigodos, na época da arte gótica restava apenas a palavra “gôdo” que genericamente significa “bárbaro”.
Apesar da existência de diversas e divergentes correntes sobre o início e sobre a melhor forma de definir a arte gótica, hoje, acredita-se que o gótico era um novo processo de construção ligado a certas dificuldades técnicas que criou novas formas que dependeram de um novo gosto: estruturado sobre a idéia da predominância de espaços vazios sobre os cheios e fundamentalmente marcado pela abóbada ogival, pelo predomínio das nervuras das abóbadas de arestas e pelo arcobotante.

É certo que o gótico não surgiu da cabeça de um genial artista, nem é possível definir linearmente a evolução do românico, para o gótico, ao contrário, pode-se encontrar em edificações românicas soluções que prenunciam o gótico. Entretanto, essas soluções poderiam Ter sido abandonadas se a história tivesse se encaminhado diferente. O gótico nasce numa época de transformações sócio-econômica-culturais da Idade Média para o Absolutismo, transformações essas que variaram de região para região em intensidade e época, de qualquer maneira, é um período de ampliação e dinamismo das cidades, da reabertura do Mediterrâneo para o comércio europeu devido às cruzadas do declínio da vida agrícola e da desintegração do feudalismo, do início do trabalho assalariado. Assim, as igrejas e catedrais não são mais construídas pela população das redondezas que deve favores feudais (corvéia) aos monges, mas, por trabalhadores pagos, liderados e supervisionados por um mestre-de-obra. É verdade que o título de arquiteto surge raramente nos registros medievais, o homem desempenhava esta função é designado sob o nome de mestres-de-obra de mestre pedreiro. Estes artífices diferiam dos arquitetos modernos pelo fato de acumularem funções de arquiteto, de empreiteiro e de contramestre. Seria absurdo pensar que plantas de edifícios tão complexos possam ter sido obra coletiva. Houve certamente em cada caso um homem que, pela imaginação, pelo sentido das proporções e pelos conhecimentos técnicos, se tornou arquiteto – Um homem que cristalizava em si a concepção da catedral. Embora deixasse aos seus subordinados uma liberdade maior do que é possível hoje em dia, permitindo-lhes desenvolver idéias pessoais nas esculturas dos capitéis ou noutras partes do edifício, não deixava de ser por isso o principal responsável. Com efeitos, conhecemos o nome da maior parte destes mestres-de-obra; o que não possuímos é a sua biografia. Para nós, estes homens são unicamente nomes. Parece que o artista medieval não procurou o renome para além do seu próprio tempo; também é verdade que a imprensa ainda não existia. Portanto, é falsa a idéia romântica sobre o trabalho artístico na Idade Média, pois a catedral gótica nem resulta da obra coletiva e anônima do povo nem é uma expressão individual de uma personalidade, embora traga a marca do seu orientador que lhe dá uma unidade e sentido.

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