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Contos-->PRIMEIRA VEZ -- 17/11/2009 - 17:12 (Divina de Jesus Scarpim) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O primeiro me chegou da casa ao lado. Me amou incondicionalmente e me deixou apaixonada temporariamente. Um dia o primeiro amor, sutilmente me chantageou: Ele, homem dominado pelas físicas necessidades, respeitava minha jovem indecisão quanto ao momento certo de começar uma proibida vida sexual adulta plena de riscos de humilhação, de gravidez imprudente, de catástrofe familiar. Sim, ele respeitaria. Mas era homem, não tinha na castidade nenhum interesse, não tinha no sexo nenhum medo, nenhum perigo. Então saía de casa de banho tomado, cueca limpa e perfume nos dois lados do pescoço. Pegava um ônibus, ficava esperando em uma rua pré-determinada e ela vinha de carro toda linda, toda grande, toda adulta e adúltera, madura e livre e o levava para o motel. Eles faziam tudo que eu só sabia o que era de ver fotos, de ouvir falar e, por que mentir?, de desejar. Ele voltava com souvenir: sabonetinho em caixinha branca como se fosse pra brincar de casinha e um mini vidro de shampoo cujo cheiro lembrava o pecado todo gemido que eu só sabia imaginar.

Eu aceitei que outra desse a ele o prazer e a saciedade que eu não podia, não queria, não sabia, tinha medo, tinha pavor de dar. Sentia quando o beijava que estava beijando uma desconhecida de forma indireta e incômoda, ou indireta e excitante, difícil definir tão confuso sentimento, tão confuso acreditar. Sentia-me pura e burra, sentia-me criança ingênua, imatura, apavorada e apaixonada e me fazia compreensão. Mentira, tudo mentira! Eu não compreendia nada! Eu não compreendia absolutamente nada do que fervia dentro de mim!

Dias passando e nada ficando claro decidi parar com tudo e ser eu mesma a mulher madura, adúltera invejada, experiente e bela toda segura que sabia fazer amor, causar tremor, ser sem-vergonha, ser desejada, lambida, comida, beijada! Ah eu seria como ela mas sem o marido para trair. Eu seria ainda melhor!

E foi chegando o dia marcado e pensado, mentido e planejado e fui levada, e fui despida e fui usada e fiquei parada olhando o teto e me pensando o que mudou. Não via nada pelo espelho, não sentia nada não sentira nada, o que era aquilo que deveria seu um marco, que deveria ser um muro me separando de mim mesma? Não era nada, não era nada...
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