Em 1979 eu estudava num colégio de freiras e a Irmã Isabel contou a seguinte história para a turma:
No ano de 1977 esta professora resolveu fazer uma atividade, de Educação Artística, para montar o presente do dia das mães com os alunos do Jardim da Infância. Então ela disse:
- Tragam grampos de roupas que com eles montaremos um presente lindo para o dia das mães:
- Um crucifixo feito destes grampinhos!
Naquele instante a aluna Marina ergueu os braços e indagou:
- E quem tem a mãe morta pode dar o presente para quem?
A freira respondeu:
- Pode oferecer para uma pessoa na família que faça o papel de mãe. Por exemplos: o pai, uma tia, etc.
A garota comentou:
- Eu moro com a minha tia. Mas quero dar um presente para ela quando chegar o Dia das Tias.
- Existe o dia das tias?
Desta maneira, a mestra falou pensativa:
- Bem, no momento, preocupe-se em fazer o seu trabalho artístico com os grampos de roupa, que arrumarei a solução para o seu problema mais tarde.
Assim todos os alunos, até mesmo Marina, confeccionaram crucifixos de grampinhos para darem as suas mamães. Numa sexta-feira, faltando dois dias para a comemoração das mães, a professora chegou perto de Marina e explicou:
- Tive uma idéia:
- Você gostaria de levar este presente até o túmulo de sua mãe?
A menina exclamou:
- Claro!
Então a freira continuou:
- Hoje ligarei para a sua tia para explicar a situação e falar que gostaria de acompanha-la até o cemitério.
Desta maneira, no Dia das Mães, a professora foi até o túmulo da mãe de Marina, que deixou o presente na cripta
Na mesma noite, Isabel sonhou com uma mulher vestida de azul semelhante à foto da moça da lápide que disse:
- Muito obrigada por ajudar a minha filha!
- Amei o presente que ela fez, com a sua ajuda, para mim.
- Várias mães falecidas sentem falta das orações dos seus filhos no Dia das Mães.
Por isto a Freira Isabel até hoje aconselha os filhos que possuem mães falecidas a visitarem seus túmulos nos Dia das Mães.
Luciana do Rocio Mallon