Um certo planetinha naquele dia fomos visitar. Lindo... cheio de árvores, flores e muitos rios para nadar. As pessoas eram bonitas, bem educadas e levavam um belo sorriso no rosto. A natureza aparentemente privilegiara aquele lugar com tudo o de bom. Os habitantes também estavam satisfeitos, andando para lá e para cá.
Porém, alguma coisa não se encaixava. Por que os rios não se moviam e as pessoas não paravam de sorrir e andar? Qual o motivo que lhes alegrava tanto? Por mais belo que o lugar fosse, os rios límpidos e a vegetação exuberante, em algum momento teriam de parar, e os sorrisos precisariam por alguns instantes cessar.
Uma jovem, muita simpática, de nós aproximou-se, convidando-nos para ao seu lado caminharmos - pois não podia parar - e contou-nos que eles não eram tão felizes como demonstravam. Suas árvores, frutos e rios não eram de verdade, pois há muito tempo seu próprio progresso tudo destruiu. Desde então, usavam máscaras de sorrisos, para disfarçar. E não podiam parar. Para não chorar...