Separados, um dia, encontraram na porta da igreja
Foram juntos ao cinema.
Juntos sonharam com ternuras múltiplas e desejos infindáveis,
Realizações e até uma casa com varanda e cadeiras na calçada.
Juntos tornaram o coletivo e escorregam pelas sinuosas filas de
desempregados da crise econômica.
Apoiado nela e ela nele estabilizaram e juntos foram ao altar.
Ele acompanhou a maternidade, ao cartório do registro civil,
Pediatra, a farmácia, a escola e a formatura por varias vezes.
Juntos sonharam, brigaram e reconciliaram.
Se o labor diário momentaneamente os separava a reforma
Profissional os unirem para juntos irem escorrer novamente filas, essas
Agora, par para receberem a aposentadoria.
Juntos foram a artrite, ao reumatismo, a pobreza, a miséria, ao esquecimento.
A solidão jamais, não só estavam, eram juntos.
Passeavam juntos por ruas e praças, misturando se indivisivelmente
Juntos, como se um só a tudo se deixarem de ser um único,
Um dia negro e sem sol, como nunca acontecera ela foi sozinha.
Filhos, filhos dos filhos, filhos dos sonhos, sonhos, a multidão que viesse, mesmo que ficando a vontade era de ir junto
Antes da missa do sétimo dia ele também foi, não que fosse o momento mas, como não ir se na vida aprendera unicamente a ser junto