Usina de Letras
Usina de Letras
18 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63086 )
Cartas ( 21348)
Contos (13299)
Cordel (10354)
Crônicas (22575)
Discursos (3247)
Ensaios - (10631)
Erótico (13586)
Frases (51529)
Humor (20163)
Infantil (5580)
Infanto Juvenil (4924)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1386)
Poesias (141235)
Redação (3356)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2441)
Textos Jurídicos (1965)
Textos Religiosos/Sermões (6341)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Contos-->UMA MULHER... UMA MULHER! -- 04/01/2003 - 02:31 (Walter da Silva) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


UMA MULHER... UMA MULHER!


O
sono me havia subtraido a noite. Conseguir cerrar os olhos, fingir esta “morte” cotidiana, mastigar ilusões irrumináveis, delírios, tontice. Não me dou conta da hora em que te ancoraste, silenciosa, suave e misteriosamente, feito esfinge. Um último bastião, paredes frondosas, tu e teu exército de desculpas, razões e demais reservas. Esconderijo inexpugnável de personagens, a Frida Kahlo que se põe à soleira de imemorial tempo de revisões lacanianas, ocultada sob mil véus...
Antes do conhecer-nos, uma expectativa diminuta emoldurava o rosto branco, um batom discreto numa boca de anseios desconhecidos. A altivez feminina da Frida, combinava com cautelas e um código mínimo de palavras sob medida, mas nem tão monossilábico. O interlocutor, amalgamado no universo da pessoa-poesia, da pessoa-palavra, um rito a que se dá o luxo recorrer, diante de uma musa, uma deusa com vísceras, alma e um silêncio desmedido. O branco vestuário, imaculado, feito as mãos e o jogo de dedos a machucar discretamente um pedaço máximo de discrição. Em seguida, vêm os elogios do macho, uma leve carícia nos cabelos perfeitamente ajustados ao conjunto harmônico, um som de cítara, harpa e alaúde. O recital começara bem antes de o maestro chegar ao praticável, erguer a batuta, sob o olhar atento da mulher, a musa do sonho interminável do poeta.
A execução, debalde ensaios irrealizados, dá-se independentemente do quarteto de madeira e cordas: sentimento, razão, ousadia e cautela. A luz passando insistente através do vidro quadrado da parede de tua tolerância, reflete parte da imagem permitida durante a sessão cibernética, quando ambos se instalam ocultos, per se. Bits e bytes digladiam-se, escravos de dois personagens ocultos em apelidos, prestes a se disfarçarem de si mesmos: xico® e FridaKahlo34, emaranhados e conscientes do papel que exercem no mundo. O sonho me aprisionara na teia da noite. A mim, restaria apenas um pouco da brancura de tua roupa interior, que não se revelará enquanto não nos aprouver um certo código, que se deslinda quando a paixão nos despir, finalmente.


WALTER DA SILVA
Aldeia Camaragibe PE
1º de janeiro de 2003.
Inserido em “22 CONTOS DE RÉS” ®

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui