Ela queria ir ao shopping.
Seu tio prometeu uma passadinha, no final da tarde para buscar aquele estojo.
Caro,muito caro.Eu repudiei a idéia,como mãe,que tenta transmitir exemplo de sensatez.
Prá que gastar desnecessariamente sua mesada,blá,blá,blá...
Ora,só um gesto como esse não foi sufisciente.
Chorou,quando seu tio foi embora como se nada tivesse prometido.Se fez esquecer.
O mundo caiu.
Entrou em agonia como se aquele fosse o mais infortúnio momento.
Vendo a situação causada,tentei ser solidária dizendo ir no dia seguinte.
Sem efeito.
Então achei que deveria interromper aquela sequência de apelos e lágrimas.Ousei um sermão.
Coloquei condições nas quais crianças se alegram com um simples almoço na hora certa,um banho quente e coisas assim.
Mães,à todo momento buscando a lógica ,coerência,e a maneira de acertar.
No fundo,me transportei para minha infância.Era pior.Queria tudo ao meu jeito,na minha hora.
Ela não.Apenas tentava mostrar a frustração,se sentia enganada.
Por fim econtrou atividade e desviou sua energia.
Mais um sábado está terminando,e amanhã acabarei realizando seu desejo.Falhei?
Não sei,só sei que seu argumento defende a idéia de que o dinheiro é dela e ponto.O destino ela escolhe para suas economias.
Mais um estojo,mais um fim de semana.