Que gestos marcantes aquele menino ensaiava,quando queria algo dizer.
Tinha na alma um ímpeto de viver.
Fazia do seu dia,uma volta em torno da rotina,driblava o ócio e o preciso.
Narciso,piégas ou édipo.
Sem definir,mirava aquele olhar brilhante,lindo,menino.
Meu amigo,nem sei,de tantos anos,que confundia os
laços,os abraços,as histórias...
Entre o belo e o amargo,vivia em tal solidão.
Andrógeno.
Queria imitar suas irmãs,suas musas,quando falava,sorria,chorava.
Tenho saudades.
Aonde nos deixamos,não me lembro.
Desviamos nossos rumos,mas não ficou indiferente.
Presente em boas lembranças,amigo,amiga,sempre por perto.
Um feixe de luz,um conselho esperto.
Ah,que saudade...
Querido,menino,
Meu amigo Roberto.