Girassol dourado que estava no vaso da sala de estar.
Ninguém jamais poderia passar,e não se ater,mirar.
Ganhei na esquina de um sinal aonde etavam meninos e meninas.
A garota se aproximou,me pediu um trocado,e não penou que lhe daria um colar usado,daqueles que ficam algum tempo no porta luvas,esperando o momomento de partirem para outro lugar.
Chamou a mais velha,a Val,chega aqui,veja o que posso usar,é festa dona,casamento da minha prima,lá no Taboão,foi na hora,é meu mesmo,tem certeza,que é meu este colar?
Tinha três pontas.
Três contas de esmeralda e em cada ponta um strass.
Doía de olhar,pela fresta do vidro,nunca vi algo parecido,ou alguém à me contar,aquele brilho,era tanto,chegando a ofuscar.
Desviava o olhar,mas ela vinha,com sua voz meiga e extasiada,olha tia,o brilhante é da cor do meu
vestido.
Não,pensei,é da cor do seu olhar.
Me aprontando para ir embora,o sinal,de longe um grito agudo,era a Val,correndo ao nosso alcance,e dizendo,só mais um instante.
Nina,dê a flor prá moça,e Nina alcançando o banco colocou um vaso sujo,de terra,lama e eu querendo atender o farol,apenas disse obrigado.
O girassol.
Lindo,como a cor de seus cabelos queimados do sol.
Nina ,linda menina.
Aquela que do farol.
Ah,farol que acendia em seus olhos.
Olhos com brilho de sol.