Contam os amantes
A lenda do viajante
Estrangeiro bonito, falante
Saído de não sei onde
Nas mudanças das estações
Podia chegar no verão
Ou em qualquer ocasião
Oferecendo as cores do arco-íris
Em troca de um novo coração
Certa vez , disseram
Pintou a noite de amarelo
Num rigoroso inverno
Para à sua amada, girassóis ofertar
No outono certa feita
Cobriu os montes de violeta
E cada árvore triste, ao seu toque
Num lampejo, vestiu-se de festa
Mas foi no segundo dia de uma primavera
Que chegou voando..... sorrindo....
Numa folha de jornal cintilavam palavras mágicas
Noticias trazidas das nuvens para um nova conquista
Imitando o Criador, não se fez de rogado
Em 3 dias quentes, luminosos, musicais,
A cada carícia, a cada beijo, revestiu o coraçãozinho
Com contas de cores celestiais
Somente naqueles dias , à tardinha
Quando caía uma chuva fininha
O coração ornado de amor,
Pulsava com tanta alegria e prazer
Que projetava sobre o lago, no horizonte,
Um singelo arco multicor
Dizem ainda,
Que nessas tardes enamoradas,
Os amantes viajavam pelo arco-íris
Para os portões de Shangri-lá
Nas terras férteis cultivaram flores e frutos,
A cada gota de suor que o solo umedecia
Amando-se apaixonadamente, naqueles dias
Numa primavera que jamais se repetiria