À amiga Marconiza, grande apologista da cantoria nordestina.
Voa sabiá! Do galho da laranjeira
Que a pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar! (BIS)
Já me chamaram de poeta-passarinho
Quando retorno pro ninho
Não encontro a quem bicar
Volto a voar
Atrás da eterna amada
Faço estrondar na baixada
Acordes do meu cantar.
Voa sabiá! Do galho da laranjeira...
Recordações são o que me prende a ela
Quando estou distante dela
É terrível o meu penar
Jogo no ar
Um gorjeio apaixonado
Mas este vento malvado
A impede de escutar.
Voa sabiá! Do galho da laranjeira...
Às vezes penso de cair num alçapão
Ir morar numa prisão
Tendo alguém pra me cuidar
Para forçar
A visita do meu bem
E todo dia ver quem
Nunca deixou meu pensar.
Voa sabiá! Do galho da laranjeira
Que a pedra da baladeira
Vem zoando pelo ar! (BIS)
Refrão: Do Folclore Nordestino
Versos: Wellington Vicente
Porto Velho, 21/11/2007.