J.B.XAVIER E FERNANDO TANAJURA ENTRE OS DEUSES.
J.B.Xavier
21-12-2001
É um perigo cutucar um mestre, até mesmo com elogios!
Fui elogiar Tanajura, e vejam no que deu!
(J.B.Xavier)
“Mensagem referente ao texto Sisifismo - Poesias.
Pois é...
o que dizer de um poema assim?
Único!
Belo!
Uma peça para ser relida e dugustada com calma, como os bons vinhos.
Abraços
J.B.Xavier “
* * *
O mestre respondeu de bate-pronto!
* * *
”Amigo, assim não fale
que fico ruborizado
Quer que minha lira se cale
com elogio tão regado?
Dizer que meu verso é vinho
foi inpiração de Baco,
foi me dar muito carinho
que me fez catar cavaco
Suas palavras me encantam
me deixam prosa e inchado
Se vaidades levantam,
eu fico é acabrunhado
Vaidade, coisa assassina,
que de repente se assanha;
parece até uma menina
que chega cheia de manha
Se encosta indecorosa
coisa má, coisa ruim
e depois bem poderosa
leva o poeta ao fim
Se não grito e não a despacho
E dela bem me livrar
Como é que vou ser um macho
pra vitória conquistar?
Só quero que meu poema
não seja uma coisa fútil,
como Sísifo no tal tema
que fez um trabalho inútil
Assim despeço-me, amigo
Vou pro Olimpo poetar
Se quiser serguir comigo,
vamos poesia criar
Abcs
F.”
* * *
A mim só restou uma tréplica bem humorada,
Para acalmar o mestre.
J.B.XAVIER E FERNANDO TANAJURA ENTRE OS DEUSES.
Cansaço de noite alta.
Algumas horas a mais
E desponta na ribalta
O revoar dos pardais.
Na tela, contentamentos!
Brilhando na noite escura
Li com olhos sonolentos
O que me diz Tanajura:
“Assim despeço-me, amigo
Vou pro Olimpo poetar
Se quiser seguir comigo,
vamos poesia criar”
(Fernando Tanajura)
Valha-me , Zeus! que convite.
Ele me serve de alento,
E abre qualquer apetite
Do poeta sonolento!
Pois todo poeta ansia
Uma visita ao Parnasso,
E, se tiver companhia
A ida será um passo!
E se quem caminha à frente
For um mestre da palavra,
Recitando alegremente
Poemas de sua lavra,
Isto, então, seria a glória!
Alegria que perdura.
Passaremos à História,
Meu amigo Tanajura!
Conversarei com deidades,
Com Hera, Baco e Proteus,
Com Pan, só trivialidades
E coisas sérias, com Zeus.
Vi Sísifo em sua sanha
De seu rochedo levar
Para o alto da montanha
Só prá vê-lo despencar.
Do poderoso Netuno
Detalhes eu vou buscar
E serei ótimo aluno
Sobre essas coisas do mar.
E ao passar por Apolo,
Direi: "Dizei se puderes!
Os Sirênios, eu imploro:
São aves ou são mulheres?"
E, rápido, num segundo,
A Esculápio talvez,
Eu diga:"E os males do mundo?
Não vais retirar de vez?
É certo que embarcarei
Na procura do tesouro,
E com Jasão buscarei
O Velocino de Ouro.
Terei boa companhia
Porque Tanajura deu
Sinais que também iria,
Com Pólux e com Peleu.
Mas Hércules, acanhado
Por ter mostrado temor,
Convidou Orfeu, e ao lado,
Convidou também Castor.
E assim partimos eu,
Jasão, Pólux, Castor
Hércules, Tanajura e Peleu
E mais Orfeu, no calor.
Não sei se a História, atroz,
Dirá verdades incautas,
Mas, de fato, fomos nós
Os primeiros Argonautas.
Mas, se Orestes, que não presta,
Atenas o perdoou,
Não serei Clitemnestra
Acho que já me vou.
Mas na volta, a tentação,
Desejo que tu compiles:
Eu vou dar um beliscão
No calcanhar de Aquiles.
Sei que fiquei a dever
Uma visita a Ajax
Mas é bom não esquecer:
Esse é o tempo do Antrax!!
Devendo também eu fico,
Uma visita a Afrodite
Ao mundo rico de Atenas,
A Aqueronte e Anúbis,
A Eros e a Europa,
E mais que isso, acredite,
A Rá, Osíris e Ísis,
A Hórus e à Medusa,
A Iara e a Tupã
A Narciso e a Odin,
E se dependesse de mim
Jamais eu retornaria
Para essa vida dura,
Mas não esqueçam que sou
Amigo do Tanajura.
Por isso, mesmo querendo
Ver a Thor e seu martelo,
E o cavalgar das Valquírias,
Mesmo sabendo que nunca
Vou ver de novo Mercúrio,
Ou Júpiter,ou mesmo Juno,
Ainda assim, me reúno
Ao amigo Tanajura
Para um triunfal retorno.
E na emoção do calor
Nós tentamos a conquista
De Eros, o deus do amor!
Mas penso que conquistamos
A atenção de um deus
Que, para nos dar atenção
Por entre nós sempre erra.
Então fico entristecido
Porque esse é o único deus
Que eu queria ver esquecido!
É Marte, o deus da Guerra!!
Abri os olhos e vi,
Já era noite escura,
Brilhando, à minha frente
A tela do Tanajura.
E no e-mail, o convite
À terra dos poderosos.
E fiquei, então, tristonho,
Pelo cochilo que dei,
Pois acho que já viajei
Ainda que só em sonho.