Segundo minha esposa, um tio seu, Almir, morador de Bragança, no Pará, é o autor dos seguintes versos:
Zé Firmino acredite
No que eu vou te contar:
Quando pego na viola
Quando começo a cantar
Os peixes saem do mar
As aves não voam mais
Os anjos descem do céu
E tudo vem me escutar!
RESPOSTA DE ZÉ FIRMINO
Podes ser habilidoso,
Eu sou valente, valentão:
Canguru é meu cavalo
Cascavel meu cinturão,
Acendo cigarro em corisco
Dou lapada em Lampião
E com um toque do meu dedo
Ponho dez morro no chão!
Esses versos contam o duelo verbal entre Zé Firmino, que se julgava muito valente e outro, cujo nome ainda não sei, que se dizia muito habilidoso. Somente uma outra irmã de Valdinete parece saber toda a estória; disse-me ela que o tio Almir também gostava de mexer, em versos, com uma prima dele. Quando puder recolher outras de suas criações publicarei na Usina, sempre com o crédito ao legítimo autor.
P.S. como minha esposa não sabe ao certo se de fato aqueles versos são do tio Almir, se alguém conhecer o verdadeiro autor, por favor que informe aos leitores do site.