O medo associado à necessidade de convivermos com as mais diversas personalidades, leva o homem a um constante conflito: se isolar ou partilhar?
A nova sociedade, formada a partir dos anos 80, inclinou-se para o isolamento, criando produtos e subprodutos adequados a tal conceito. O vídeo cassete, a TV a cabo, o computador, o vídeo game, os condomínios fechados, o alto índice de violência - com isso segurança armada ; dentre outras mazelas, nos isolaram.
Vinte anos depois o ser humano voltar à buscar o direito de compartilhar. O modelo americanizado nos cansou, e de todos os lados nota-se acenos para o intercàmbio, não só com o vizinho, mas numa escala global.
Precisamos levar em conta que a maioria das transformações ocorrem primeiro nas cidades. No interior elas não são tão marcantes, embora a televisão norteie muitos comportamentos também na área rural. Stres, engarrafamentos, metró, ónibus, vale transporte, dellivery, etc, são termos desconhecidos para o interiorano, que vive com arroba do boi, preço da soja, defensivo, custeio de lavoura, nata, salame..., nunca vistos pelos urbanos.
Os meios de comunicação aproximam o campo da cidade, mas nenhum nem outro sente vontade de mudar. Para um a cidade grande com sua loucura amedronta, para o outro o campo com nada para fazer é impensável. Na tela da TV o urbano e o rural visualizam suas diferenças, sem experimenta-las. Fica a expectativa de como seria.
O ser humano é mutante por natureza e, certamente, encontrará o meio termo que o torne menos isolado, conduzindo-o ao seu objeto primitivo: viver e participar da sociedade.