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Cronicas-->*BIENAL EM FORTALEZA* -- 17/11/2008 - 20:12 (Sonia Nogueira - *sogueira*) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Na Bienal em Fortaleza
12 a 21 de Novembro

A Bienal Internacional do Livro em Fortaleza Ceará está bem movimentada. O objetivo maior seria a mostrar ao público a força da arte literária, a divulgação de novos autores, o incentivo para que a juventude sinta o valor cultural de uma nação.

Na entrada não recebi e não sei houve a distribuição do guia do visitante, para que pudéssemos ir ao local específico. Consegui um na Editora Premius, que publicou meu livro infantil "No Reino de Sininho". No segundo dia observei e vi no balcão o guia do visitante.

A programação é bem extensa com shows, debates, palestrantes, seminários, proposta de projetos, oficinas, leitura de poesias, cordéis, biblioteca volante, contação de histórias e leitura livre, etc. Mas, sem a guia do visitante, eles amontoam-se nas editoras e o comércio como de praxe fica eufórico e grato.

Estou lá todos os dias e atenta a tudo observei que os alunos estão lá como se fosse um lazer.
Os escritores publicam seus livros nos estandes. O cerimonialista apresenta o autor/a da obra, em seguida o escritor/a faz sua apresentação. A algazarra é tamanha que nada se ouve e ninguém fica atento ao lançamento.

Mas dois fatos me chamaram a atenção. Ali, entre o grupo que me rodeava convoquei algumas pessoas para lerem poesias infantis, inéditas, que eu tinha preparado, com o propósito de divulgar o interesse por poemas.

Estava recitando uma poesia sobre amigos. Um senhor olhava para mim e senti logo sua presença. Era um homem simples fardado. Um zelador da bienal. Ele meio indeciso e tímido aproximou-se. Perguntou se era possível eu lhe ofertar aquela poesia para a filhinha dele de apenas cinco anos. Ela não sabe lê, mas quero guardar para que leia quando for alfabetizada. A poesia, doutora, é assim que eles nos chama, parece com ela. Fiquei maravilhada em saber que um homem simples aprecia poesia.

Outro fato que me encantou foi a declaração de amor, que no dia seguinte, uma escritora fez homenageando o marido e agradecendo a Deus por ter encontrado uma pessoa tão digna e boa em sua vida.

Emocionei-me e parabenizei-a não pelo livro, mas pelo achado tão raro em nossa sociedade de consumo. Ainda existe amor que não se compra, nem se troca.
Puro amor.

Sonia Nogueira *sogueira*

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