O tempo!
Tudo passa. Passa o amor imorredouro de outrora! Passa um tempo precioso chamado gestação, nove meses de espera...
Passa o amor, passa a guerra, as horas de aflição.
A juventude passa tão rápido como passa um furacão, tempestades, tufão.
Passam os bons, os maus, vilões da história.
Passa o rico, passa o pobre, os poderosos.
Passam as leis, costumes, decretos.
Passa a dor profunda incurável.
Tudo passa! Passa a saudade, lembranças, passa o sonho de criança.
Passa a criança que cresce, o jovem que envelhece...
Passa o amor e os sonhos!
Passam as nuvens no céu, dispersam as ondas no mar, passamos nós por este mundo sem nele rastros deixar, se durante a caminhada nele nada plantar.
Tudo passa!...
As horas voam mostrando a nós o quanto somos pequenos.
Por mais que se tente não conseguimos fazer retornar um miléssimo de segundo passado.
Mesmo que ele tenha sido bom ou péssimo. Passou só recordação.
Aconteceu virou manchete.
Que bom seria se o relógio parasse quando estivéssemos no ar, mas como os rios ele segue seu curso. Ficamos nós.
Manaus 18.06.1998
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Nota da autora. Como radialista tinha trinta ou sessenta minutos para o programa Momento Poético, achava tão curto para falar de poesia que implicava com o relógio que voava como as nuvens, como os pássaros. Foram dez anos no ar. Hoje surfo em outras ondas, via internet na usina de letras. manaus, 13 de dezembro de 2009.