|

Sobre vachinas e jacarés
Félix Maier
Durante a pandemia da Covid-19, o “Imbroxável” Presidente da República e o Governador de São Paulo “BolsoDoria” discutiam para saber qual seria a melhor vacina a ser aplicada à população, se a CoronaVac do Butantã, subordinado ao Governo de São Paulo, se a AstraZeneca da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), subordinada ao Governo Federal.
Era uma discussão boboca, igual adolescentes que no banheiro se exibem para ver quem tem o bilau mais comprido. O Presidente dizia que a CoronaVac era na verdade uma “vachina”, proveniente do país dos olhinhos puxados, que transformariam os vacinados em jacarés.
Vários políticos que tinham sido eleitos na sombra do “Imbroxável”passaram a fazer campanha feroz contra ele, depois de empossados, como o Governador BolsoDoria e os deputados federais BolsoJoyce e BolsoFrota. Parece que a maldição do Presidente teve efeito: eles sumiram e viraram jacarés, como profetizado por Jair Messias Bolsonaro.
Enquanto o jacaré BolsoDoria se esconde nos banhados da Flórida, para não perder o status de empresário ostentação à frente do LIDE - Grupo de Líderes Empresariais (para bancar vida boa de ministros do STF em NY), o jacaré BolsoFrota reveza suas atividades pornoaquáticas entre o charco de Nova Orleans e a água salgada do Golfo da América.
E a jacaroa BolsoJoyce? Dizem que foi vista nas águas da Marginal Pinheiros, onde à noitinha se transforma em sereia para abocanhar incautos.



|