Coisas insólitas da vida acontecem o tempo todo...eu num daqueles dias péssimos, em que a gente acorda com cara de et, ou seja, não pertencendo a este mundo absurdo, mas mesmo assim, resolve lutar e encarar. Então resolvi sair do meu enclausuramento e ver a rua, o sol. Catei minha filha, pus debaixo do braço e saí. A descer a rua, quase na metade do caminho para a pracinha, na fugacidade daquele já quase passeio, passei por debaixo duma árvore linda, linda mesmo, coisa rara hoje em dia, frutífera. Quando não é que o bicho, o passarinho, cantando feliz... só senti o impacto de sua necessidade refrigerada atravessando os fios lisos do meu cabelo recém lavado de manhã....frio como aquele acontecimento, foi o meu ato, dei meia volta sem xingar, muda, ( a idade faz a gente relevar muitas coisas...), era uma emergência, minha filha viu o parquinho voltando para trás, sem entender nem dizer nenhuma palavra, voltamos. Dizer, hoje não era o meu dia é muito pesado num mundo tão mundano e injusto. Lavamos os cabelos.