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Discursos-->Discurso de HITLER em Danzig - 19 de setembro de 1939 -- 06/10/2003 - 11:58 (((((EU SOU DO SUL))))) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Do jornal “Século” de 20.09.1939.

Ao meio da tarde, Hitler chegou à fronteira polaco-danzigota e foi recebido na aldeia de Remberg pelo gauleiter Forster, que o saudou em nome de Danzig. As ruas e casas de Danzig estavam vistosamente engalanadas. Aviões de caça sobrevoavam a cidade. Os sinos repicavam. Às 16 horas o cortejo atravessou lentamente a cidade, por entre estrepitosas manifestações. À sua chegada a banda tocou a marcha Bandonvillers e o povo rompeu em grandes ovações. Hitler começou então seu discurso:



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“Falo-vos hoje pela primeira vez nesta terra que já pertencia aos colonizadores alemães meio século antes de chegarem os primeiros brancos ao território que forma hoje o estado de Nova York. Depois esta terra foi alemã, continuou a ser alemã e, podeis estar convencidos disso, será alemã para sempre. A sorte desta cidade e deste belo país está ligada à sorte da Alemanha. A guerra mundial, a luta mais insensata de todos os tempos, incluiu ambos entre suas vítimas. Ao findar esta guerra, em que só houve vencidos, o mundo convencera-se de que a paz iria surgir e perdurar. Infelizmente a Grande Guerra já foi esquecida, especialmente por aqueles que, JÁ NESSE MOMENTO, foram os excitadores e os principais especuladores de semelhante massacre dos povos.

Quando a batalha encarniçada, em que a Alemanha entrou sem fins de guerra, chegou ao seu termo, deveria ter sido dado ao mundo uma paz que levasse ao restabelecimento do direito e pusesse fim à miséria. Mas em Versalhes a paz não foi apresentada ao nosso povo em terreno de franca libertação. Foi-lhe ditada e imposta. Talvez muitos homens tenham vislumbrado assistir à liquidação de problemas graves. Iludiram-se. Os autores dessa paz apenas criaram novas e graves perturbações. Até nisso os fomentadores da guerra se enganaram: não resolveram nenhum problema. Só suscitaram a aparição de novos problemas que não existiam. E foi apenas questão de tempo o levantamento da nação alemã, para solucionar, por seu lado, as situações dessa maneira.

Na verdade, os especuladores da guerra e da paz tinham esquecido esta realidade essencial que é a existência dos povos. Mas, se recordá-la não convinha a um ou outro excitador britânico, a verdade é que 82 milhões de alemães estão agora unidos neste espaço vital. São 82 milhões de seres que querem viver e viverão, apesar de também isto não convir aos fomentadores da guerra.

A paz de Versalhes foi a maior injustiça praticada contra a Alemanha. Se hoje aparece um homem de Estado de outro povo a manifestar falta de confiança na palavra dos dirigentes alemães e no povo germânico, então, temos nós, alemães, o direito de proclamar que não temos nenhuma confiança nas garantias que nos foram dadas de forma solene e quebradas de maneira inacreditável. Eu não quero considerar, como suprema, a injustiça de Versalhes. O pior para a vida dos povos não é talvez a injustiça, mas a mentira, a comédia, a insensatez com que se outorgou a paz ao mundo, sem considerações históricas e econômicas e sem respeito pelos fatos nacionais e políticos, passando, depois, à “Ordem do Dia”. Fizeram-se regulamentos que nos levam a duvidar de que os homens que nos ditaram estivesses sãos dos cinco sentidos. Destituídos de todo o conhecimento da evolução histórica desses territórios, destituídos de toda a compreensão econômica, os homens de Versalhes passaram como uma tempestade pela Europa: desfizeram Estados, separaram e oprimiram povos e destruiram civilizações. O Estado polaco era também um produto dessa falta de senso.

Talvez o mundo não saiba o que a Alemanha teve de sacrificar para que surgisse o Estado polaco. Todas as regiões que, então, foram incorporadas à Polônia, devem a sua evolução à energia e ao espírito criador dos alemães, como devem sua importância cultural ao povo alemão. A separação duma província do Reich e a anexação de outras regiões pela Polônia foram, nessa altura, baseadas em motivos étnicos. No entanto, mais tarde, os plebiscitos demonstraram que as populações não queriam ser incorporadas no Estado polaco, que se alargou à custa da colonização alemã, dilatando-se contra toda a razão prática, contrariando todas as possibilidades econômicas. Os polacos que não tinham fundado esta cultura, sem sequer serem capazes de mantê-la. Cinqüenta anos bastariam para que voltassem à barbárie os territórios que os alemães tinham civilizado. Em toda a Polônia a degenerescência cultural começava a aparecer. Era um Estado formado por nacionalidades diferentes. Tinham feito dele aquilo de que, antigamente, acusavam a Áustria. Um grupo de degenerados dominou as nacionalidades estrangeiras e os próprios compatriotas por meio de um regime policial e militar. E a vida dos alemães, dentro desse Estado, tornou-se terrível.

Existe grande diferença de situação entre um povo pouco culto que tem a desgraça de ser governado por um povo de cultura elevada e um povo de alta cultura que tem a sorte trágica de ser submetido a um povo inculto. No povo inferior nascerão complexos de inferioridade e o dominado será maltratado de modo bárbaro. Os alemães que viviam sob o domínio polaco experimentaram isto durante quase vinte anos.

Apesar de tudo, tentei aqui, como em toda a parte, encontrar um regulamento justo. Tentei fixar as fronteiras do Reich a oeste e mais tarde, no sul, arrancar estas regiões da insegurança e garantir a paz para o futuro. Fiz idênticos esforços junto da Polônia, em que havia, então, um homem enérgico e com sentido das realidades. Consegui entender-me com o Marechal Pilsudski e obter um acordo capaz de abrir caminho para o entendimento pacífico dos dois países, acordo que não aprovava as criações do Tratado de Versalhes e que devia, deixado de lado este problema, criar bases para uma vizinhança razoável e suportável.

Enquanto viveu o Marechal, parecia que esta tentativa nos levaria a uma situação melhor, mas, logo após a sua morte, começou a luta contra a Alemanha. E esta luta aumentou e obscureceu, cada vez mais, as relações entre os dois países. Era muito difícil observar pacientemente como num país vizinho - que cometera grandes injustiças para com a Alemanha - uma minoria alemã sofria perseguições bárbaras. O mundo que derrama lágrimas quando um judeu polaco, instalado na Alemanha há algumas dezenas de anos, é posto na fronteira, ficou mudo e surdo perante a infelicidade de milhares de alemães, que tiveram de deixar sua pátria por causa da imposição de Versalhes. É que o mundo revela especial incapacidade de ouvir ou falar quando se trata da sorte de alemães. Ora, sendo a Alemanha uma grande potência, devia ver como um povo menos cultivado e um Estado com uma civilização muito mais baixa maltratava seus filhos. Havia, especialmente, duas situações intoleráveis: impediam que uma cidade cujo caráter alemão por ninguém é negado regressasse ao Reich e tentava-se colonizá-la, por milhares de métodos; uma província separada do Reich alemão não possuia nenhuma via direta de ligação com ele, e as comunicações com tal província dependeriam de toda a espécie de chicanas ou caprichos do Estado polaco.

Nenhuma potência do mundo suportaria semelhante estado de coisas por tanto tempo quanto a Alemanha. Eu não sei o que a Inglaterra teria feito em caso idêntico, nem como teria agido a França ou os Estados Unidos. O que sei é que, sob a forma de propostas verbais, propus aos dirigentes polacos uma solução suportável para o problema. As propostas eram modestas: Danzig regressaria ao Reich e uma auto-estrada extra-territorial seria construída, à nossa custa, entre o Reich e a Prússia Oriental. A Polônia, pelo seu lado, teria em Danzig direitos de porto livre e servi-se-ia da mesma via extra-territorial para o mar. Estava pronto assim a garantir as fronteiras - quase insuportáveis - entre o Reich e a Polônia e a deixar que esta participasse na garantia à Eslováquia. Ignorava quais eram as intenções do governo polaco que recusou minha oferta, mas sei que milhões de alemães julgaram, então, que ofereci demasiado. Em resposta, a Polônia deu a ordem de mobilização. Ao mesmo tempo, desencadeou uma formidável campanha de terror anti-alemão. O meu pedido ao Ministro de Negócios Estrangeiros para conferenciarmos em Berlim, mais uma vez, sobre essa questão, foi recusado. E, em lugar de vir a Berlim, esse ministro dirigiu-se a Londres...

Seguiram-se semanas e meses de ameaças que aumentavam de dia para dia e que se tornavam insuportáveis. Os polacos já falavam e discutiam sem peias como iam aniquilar o exército alemão em frente ou para além de Berlim. Um marechal polaco (puf - puf grita a multidão com ironia) acaba de abandonar lastimavelmente seu exército, mas declarava então que ia esmagar as tropas alemãs... Tratava-se, nas revistas polacas, da conquista da Prússia Oriental, da Pomerânia, das fronteiras do Oder e mesmo do Elba. O mesmo marechal polaco (o auditório grita de novo puf - puf) falou em retalhar o povo alemão. Quem pode atirar assim poeira aos olhos do povo polaco? Para os alemães residentes na Polônia a situação transformou-se em mertírio sem igual. Milhares deles foram presos, maltratados e mortos de maneira cruel. Mas o mundo inteiro nem tugia nem mugia. Talvez pensasse que o povo alemão deixaria proceder assim, eternamente, um Estado tão ridículo quanto a Polônia, apenas porque certos elementos estrangeiros assim o julgaram. Ora, esses elementos são os que, desde há séculos, incitam à guerra. Foi semelhante gente quem afirmou à Polônia a sua assistência e inspirou aos polacos a decisão de desencadear a guerra. A verdade é que, para tais homens, a Polônia era apenas o meio de atingirem os seus fins. De resto, eles próprios declaram hoje, friamente, que não se trata de salvar a Polônia, mas sim de atacar o regime alemão.

Sempre chamei a atenção para o perigo que reside no fato de haver num país homens que possam livremente fazer a guerra, apontando-a como uma necessidade. Refiro-me aos Srs. Churchill, Eden, Duff Cooper, etc. E chamo-lhe perigo por tratar-se de um país onde nunca se sabe, exatamente, se estes senhores não farão parte do governo dentro de pouco tempo. Diziam-me que isso nunca aconteceria. Em meu critério eles representam hoje o governo britânico. Nunca deixei subsistir dúvidas de que a Alemanha jamais capitularia perante ameaças, nem perante a força desses senhores. Atacaram-se, então, violentamente. Vê-se que, nas democracias, foi adotado um sistema: pode-se incitar à guerra, podem ser atacados regimes e homens de Estado estrangeiros, porque nelas reina a LIBERDADE DE PALAVRA E DE IMPRENSA. Nos Estados autoritários não há o direito de se lhes responder porque, aqui, reina a disciplina. Apenas nos Estados indisciplinados existe, pois, o direito de incitar à guerra. Resolvi-me, então, a levar ao conhecimento do povo do Reich as manobras dessa gente criminosa. E o povo tomou, assim, pouco a pouco, esta posição necessária de defesa para um dia não ser surpreendido. Creio que, nos fins de agosto, teria sido ainda possível encontrar uma solução pacífica se a Inglaterra não interviesse e não aumentassem as campanhas de ódio desses provocadores. Em certos momentos, a própria Grã-Bretanha tentou organizar uma conversação direta entre nós e os polacos. Tanto eu como o governo alemão esperamos por eles, em Berlim, durante dois dias. Entretanto, elaborei outra proposta. Li-a, palavra por palavra, ao embaixador britânico na manhã do primeiro dia. O ministro dos negócios estrangeiros deu-lhe ainda explicações adicionais. Nada se passou até o dia seguinte, excetuando-se a mobilização geral da Polônia, novos atos de terrorismo e um ataque contra o território do Reich (posto de Gleiwitz).

No domínio internacional, como em qualquer outro, não deve-se confundir paciência com fraqueza. Durante anos, assisti com paciência ilimitada a provocações contínuas. O que nestes longos anos sofri poucas pessoas, apenas, poderão calculá-lo. Não se passava um mês e muitas vezes uma semana, sem que se nos apresentasse uma delegação, vinda destes territórios, a dizer que a situação dos alemães era insuportável e a implorar uma intervenção. Renovei sempre a minha promessa de resolver o assunto. E assim passaram anos. Mas, durante todo este tempo, também avisei que isto acabaria e, depois de muito esperar, depois de formular sucessivas propostas, resolvi falar aos polacos a linguagem que eles julgavam poder empregar contra nós. Mesmo nesse momento a paz ainda poderia ser salva. A Itália amiga, o Duce, fez propostas de mediação. A França declarou-se de acordo com elas. Eu dei também a minha aquiescência. Mas a Inglaterra recusou e entendeu poder enviar ao povo alemão um ultimatum de duas horas contendo exigências absurdas.

Ora, os ingleses se enganaram redondamente (aclamações). Confundiram o regime de hoje com o regime de novembro de 1918. Julgaram que a nação alemã de hoje é a de outrora. À Alemanha de hoje não se enviam intimidações desse gênero. Se a Polônia escolheu a guerra foi porque os outros a incitaram, dizendo-lhe que era forçoso fazê-la. Os fomentadores esperavam realizar assim um grande negócio político e financeiro. Afirmo-lhes, porém, que a guerra não será para eles o sonhado negócio e que lhes dará a maior das decepções. A Polônia escolheu a luta porque certos homens de Estado do Oeste lhe tinham garantido que possuíam dados precisos sobre o mau estado do exército alemão, a inferioridade do nosso material e do moral das nossas tropas. Falavam-lhe da queda do moral no interior do Reich da separação existente entre o povo alemão e seus dirigentes. Fizeram crer aos polacos que seria coisa fácil repelir os nossos exércitos. Foi nesta contingência que a Polônia baseou o seu plano de campanha, seguindo o conselho dos estados-maiores ocidentais. Afinal, passados 18 dias, já nós podemos dizer com verdade: O inimigo foi completamente batido. As nossas tropas ocupam a linha Brest-Lemberg. Mais ao longe, no norte, nestes instantes, as nossas colunas estão fazendo prisioneiros aos polacos que marcham no espaço de Kutno. Esta manhã, fizemos setenta mil prisioneiros. O que resta do exército polaco, a oeste daquela linha, deve capitular dentro de alguns dias. Ou deporá as armas, ou será aniquilado. Desta forma, o exército alemão deu aos homens de Estado do oeste os esclarecimentos necessários... Sobre isto o Marechal Smigly Ridz enganou-se também. Em lugar de chegar a Berlim, chegou a Czernowitz. E com ele foi todo o seu governo e todos os que seduziram o povo polaco e os que arrastaram para o abismo. Os soldados alemães dos exércitos de terra, mar e ar cumpriram o seu dever de forma extraordinária. A nossa infantaria de novo mostrou a sua superidade incomparável. Muitas vezes tentaram atingí-la no que diz respeito à sua bravura e à sua coragem, mas nunca o conseguiram.

As novas armas e as nossas tropas motorizadas prestaram as suas provas. Os soldados da nossa Marinha cumpriram o seu dever de modo admirável e a aviação germânica vela no espaço aéreo alemão. Aqueles que quiserem esmagar a Alemanha e pôr em ruínas as suas cidades podem estar certos de que o Reich responderá na proporção de 10 bombas por cada uma que cair sobre uma cidade alemã. Eles mostram querer resignar-se a fazer a guerra com sentimentos humanitários. Não é o caso. Trata-se do medo de sofrer represálias.

O soldado polaco combateu muitas vezes com bravura. A direção inferior fez de seus esforços uma inutilidade. A direção média foi pouco inteligente, mas a direção superior esteve abaixo de toda a crítica. A sua organização foi verdadeiramente polaca... Até agora fizemos prisioneiros 300.000 soldados, cerca de 2.000 oficiais e muitos generais. A par da bravura de grande parte das tropas polacas, registraram-se as bestialidades mais atrozes. Como soldado que só combateu no oeste, nunca tive a ocasião de ver estes fatos terríveis. Milhares de alemães foram massacrados. Mulheres, crianças, raparigas, os soldados e oficiais alemães, que caíam nas mãos dos adversários, foram torturados da forma mais bestial e massacrados. A muitos deles até os olhos foram arrancados. O governo polaco admitiu abertamente que os pára-quedistas alemães foram assassinados. Deveria perguntar-se se nessas circunstâncias, poderíamos ainda fazer uma ou outra restrição. Ora, até aqui, ainda não tive conhecimento de que qualquer homem de Estado democrático se desse ao trabalho de protestar contra semelhantes barbaridades. Dei ordem à aviação militar de só fazer a guerra contra as tropas combatentes. O governo polaco e o comando do exército deram aos civis a ordem de fazer a guerra como franco-atiradores. Eu queria frisar, no futuro e agora, que não deve haver ilusões nos Estados democráticos de que isto continuará eternamente assim. Se quiserem ter a guerra de outra forma, tela-ão de outra forma. A minha paciência também tem limites.

Apesar desta guerra bárbara dos polacos, os nossos exércitos derrotaram o inimigo com rapidez fulminante. Um jornal inglês escreveu há dias que eu teria demitido um general porque contava com uma “guerra relâmpago” e estava desiludido com a lentidão das operações. O artigo foi, sem dúvida, escrito por um dos estrategistas que deu conselhos de tática aos polacos... Procuramos criar na Polônia uma situação que permita negociar, talvez com calma e bom senso, com os representantes deste povo. Entretanto, a Rússia soube intervir para proteger os interesses dos grupos étnicos dos russos-brancos e ucranianos na Polônia. Agora a Inglaterra e a França vêem no entendimento germano-soviético um crime horrível. Um inglês declarou que era uma perfídia! De perfídia os ingleses sabem mais do que ninguém. Penso que a Inglaterra considera perfídio o fato do entendimento entre a Grã-Bretanha democrática e a Rússia bolchevista se ter tornado impossível, enquanto o entendimento entre a Alemanha nacional-socialista e a Rússia soviética se tornou uma realidade.

Devo dar-vos algumas explicações. A Rússia fica o que é; a Alemanha, igualmente, se mantém tal como é. Mas os governos alemão e russo proclamaram uma coisa: nem o Reich, nem a Rússia sacrificarão um só homem pelos interesses das democracias ocidentais. As experiências de quatro anos de guerra são suficientes para os dois Estados e para os dois povos. Ora, temos o propósito de atendermos aos nossos próprios interesses e vimos que a melhor possibilidade para isso era o entendimento entre os dois povos, das duas maiores nações. Isto é tanto mais fácil quanto é certo que a afirmação britânica dos fins ilimitados da política externa alemã é uma mentira. Regozijo-me por poder provar praticamente que esta afirmação é baseada numa mentira dos homens de Estado britânicos. Aqueles que pensam que a Alemanha tem a intenção de dominar a Europa até os Urais ficarão felizes ao saber do fim limitado das intenções da política alemã. Penso que lhes eliminamos um motivo de guerra porque declaram que fazem a guerra precisamente contra as “intenções e pretensões ilimitadas” do regime alemão. Pois bem, senhores do Império mundial da Grã-Bretanha: os fins da Alemanha são muito limitados! Falamos com os russos sobre estes fins e eles são os vizinhos interessados mais próximos. Os senhores imaginavam que poderíamos entrar em conflito com os russos por causa desses interesses. Tranqüilizem-se: não faremos isso. O acordo germano-soviético assenta na eliminação deste pesadelo, que não deixava dormir homens de Estado britânicos por causa do desejo de “dominação mundial” do regime alemão. Podereis agora estar calmos porque sabeis que a Alemanha não tenciona conquistas a Ucrânia. Temos interesses muito limitados. Todavia, estamos resolvidos a defender estes interesses contra toda a ameaça, venha ela de onde vier. Os 18 dias passados devem ter sido suficientes para fazer compreender ao mundo inteiro que não permitiremos que nos ditem o que havemos de fazer. Qual será o regulamento definitivo deste vasto território? Isto depende, em primeiro lugar, dos dois países que aqui tem que defender os seus principais interesses vitais. A Alemanha faz valer aqui reivindicações limitadas, mas inalteráveis. Realizará tais reivindicações de uma maneira ou de outra. A Alemanha e a Rússia substituirão este foco de infecção por uma situação que possa considerar-se como significando apaziguamento. Se o Oeste pensa que isto seria irrealizável em qualquer caso e se, principalmente, a Inglaterra diz estar resolvida a opôr-se com uma guerra de 3 anos, darei a seguinte resposta: A Alemanha aceitou a oeste e a sul do Reich fronteiras definitivas, fazendo grandes renúncias. A Alemanha busca uma paz definitiva por meio destas renúncias. Teríamos conseguido esta finalidade se certos FOMENTADORES DA GUERRA não perturbassem a paz européia.

Não tenho qualquer intenção guerreira contra a Inglaterra ou a França e a nação alemã também não a tem desde que eu subi ao poder eme foi possível restabelecer relações de confiança com nossos antigos adversários. Esforcei-me por liquidar as tensões que existiam outrora entre Alemanha e Itália e posso verificar com satisfação que isto foi possível graças às minhas relações pessoais com Mussolini. Tentei a mesma coisa com relação à França. Logo após a liquidação do problema do Saar, renuncieu solenemente a toda revisão das fronteiras do Oeste. Coloquei toda a propaganda a serviço dessa idéia e fiz desaparecer tudo quanto pudesse inquietar a França.

As minhas propostas dirigidas à Inglaterra são conhecidas. Quis uma amizade sincera com o povo britânico, mas a Inglaterra rejeitou tudo e pensou que deve fazer a guerra ao Reich. À Inglaterra respondo isso: A Polônia nunca ressuscitará sob a sua forma de Versailles. Garantem-no tanto o Reich, como a Rússia. Se, apesar disso,a Inglaterra querer continuar a guerra, provará assim as suas intenções reais, isto é, o seu propósito de fazer a guerra contra o regime da Alemanha. Em princípio, eduquei o povo alemão de forma que todo regime que nos queiram impor os nossos adversário seja rejeitado por nós. Se o regime alemão encontrasse o aplauso dos senhores CHURCHILL, DUFF COOPER e EDEN, este regime tornar-se-ia insuportável para os alemães. Por mim, sinto-me lisonjeado por não merecer a aprovação destes senhores. Posso afirmar-lhes que os seus aplausos me vexariam profundamente! Se estes senhores pensam que podem afastar de mim o povo alemão, é porque supõe que este povo tem as suas qualidades, isto é, que é constituído por IMBECIS e TRAIDORES como eles próprios.

O nacional-socialismo educou homens, durante vinte anos, para alguma coisa. Fomos sempre atacados pelos nossos adversários e o que estes fizeram teve como conseqüência um aumento considerável dos nossos partidários. Esta unidade é baseada numa fidelidade indissolúvel. E, tal como o nacional-socialismo, que se meteu numa luta e saiu vitorioso, o Reich alemão igualmente se abalançou ao combate. Estes senhores podem ficar convencidos de que, PELA PROPAGANDA RIDÍCULA, não poderão levar o povo alemão ao desalento (Infelizmente, há mais de 50 anos que mantém o Povo Alemão entorpecido, por exatamente este método). Quando chegar a haver povos em decomposição, não se encontrará entre esses o nosso, que LUTA PELO SEU DIREITO, QUE NÃO QUER A GUERRA E QUE FOI ATACADO! Os povos em decomposição compreenderão, lentamente, a pouca razão dos seus maus dirigentes para fazerem a guerra e que o único motivo que os arrastou para ela foram os INTERESSES MATERIAIS E POLÍTICOS DE UM PEQUENO GRUPO. Ao ouvir que esta guerra durará três anos, só posso manifestar a minha pena pelo nobre povo francês. Ele próprio não o sabe! Só sabe que deverá bater-se durante 3 anos!

Dependerá apenas de um pequeno número de pessoas que a guerra dure três anos. Mas a palavra capitulação não será usada por nós nem no terceiro, nem no quarto, nem no décimo! O povo alemão não será batido nesta luta. Tornar-se-á cada vez mais forte. Se algo se quebrar, isso sucederá nos países das chamadas plutocracias, nos impérios mundiais que só são construídos sobre o domínio dos povos. Nós não deixaremos impressionar por quaisquer propagandistas que declaram só querer bater-se contra o regime e não contra o povo alemão.

O QUE SE DIRIA DE NÓS SE DECLARÁSSEMOS QUE O REGIME, NA FRANÇA E NA INGLATERRA, NÃO AGRADAVA À ALEMANHA E QUE, POR ISSO, FAZÍAMOS A GUERRA? Com este fim, milhões de homens serão lançados para a morte. Ver-se-á por quanto tempo estes senhores, que nunca na sua vida estiveram no front, saberão continuar. Todavia uma coisa é certa: nós responderemos e aplicaremos os mesmos métodos que o adversário. A Inglaterra já encetou a luta contra as mulheres e as crianças. Os ingleses, com a sua força marítima, pensam ter o direito de fazer a guerra às mulheres e crianças, dos seus inimigos e até dos neutrais! Se os ingleses se julgam invulneráveis no mar, e muito possível que chegue o momento em que apliquemos uma arma em que também somos invulneráveis. Espero que, então, ela não reclame, repentinamente, considerações de humanidade. (Refere-se à frota alemã de submarinos)

Nós, alemães, queremos poupar as populações civis e dei ordem para não serem atacadas cidades abertas. No entanto, se uma coluna militar atravessar a praça principal de uma cidade e for atacada pelos aviadores, é possível que uma ou outra pessoa civil seja vítima do ataque. Abstraindo-se da estação ferroviária e do aeroporto, nenhuma bomba caiu sobre uma cidade como Cracóvia. Mas, se por outro lado, em Varsóvia os civis começaram a fazer a guerra em todas as ruas e todas as casas, é muito natural que toda a cidade venha a sentir os efeitos da guerra. É aos ingleses que compete resolver se querem prosseguir o bloqueio sob formas que correspondam, ou não, ao direito das pessoas. Adaptaremos os nossos métodos à sua atitude. Contudo, hoje, não resta nenhuma dúvida sobre o intuito dos ingleses. Não combatem contra o regime, mas sim contra as mulheres e crianças alemãs. A reação não tardará e uma coisa é certa: A Alemanha, esta Alemanha, não capitulará!

Nós sabemos qual seria a sorte do Reich em caso de capitulação. King-Hall informou-nos em nome dos seus superiores: um segundo tratado de Versalhes ainda pior que o primeiro! Este pretende extirpar vinte milhões de alemães, o segundo visaria o mesmo fim e iria dividir o Reich em parcelas, como nos foi dito. O povo alemão toma boa nota destas intenções e saberá defender-se. (Não deu outra coisa!) No decurso das últimas semanas provou não só a sua união, mas o seu moral e a sua coragem. O povo alemão tem muito mais entusiasmo do que em 1914. Este entusiasmo não é um patriotismo superficial, mas uma resolução firme. É o entusiasmo de homens que conhecem a guerra, que não começaram esta guerra inconscientemente, mas que a farão porque lhes foi imposta, como o antigo exército a fez. Conhecemos os horrores da guerra, mas estamos resolvidos a levá-la a bom termo, suceda o que suceder!

TEMOS SÓ UM DESEJO: QUE DEUS, QUE ABENÇOOU AS NOSSAS ARMAS, ESCLAREÇA OS OUTROS POVOS E LHES FAÇA VER QUE ESTA LUTA NENHUMA VANTAGEM TRARÁ! QUE OS FAÇA REFLETIR SOBRE OS FRUTOS DUMA PAZ QUE SÓ ABANDONAM PORQUE UM PEQUENO NÚMERO DE FOMENTADORES DA GUERRA QUIS ARRASTAR OS POVOS!

Sejam quais forem as dificuldades que cada alemão tenha que vencer durante os próximos meses ou nos anos seguintes, suportá-la-emos facilmente se tivermos a consciência da comunidade indissolúvel que une o nosso povo. Meus queridos danzigotas, recebo-vos nessa comunidade, firmemente resolvido a nunca mais vos deixar. E esta decisão é, simultaneamente, uma ordem para todo o movimento nacional-socialista, para todo o povo alemão. Danzig foi alemã, é alemã, e desde agora manter-se-á alemã enquanto houver um povo e um Reich alemães, pelos quais nos bateremos até a morte!”

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