Escrevendo vivo todos os pedaços de mim.
Sou doce, sou ousada, sou cruel, sou amarga, sou adulta, sou criança, sou carente, sou saciada, sou coragem...sou... sou.. sou... existo!
Vivendo não vivo todos os pedaços de mim.
O exercício de viver inteira e densa quando escrevo,me faz mais intensa para viver os pedaços ativos, e mais oca não vivendo os inativos.
Vazio de viver versus Vulcão de viver!
Escrever é viver!!!!
E é um viver mais completo, sem censura.
Talvez por experimentar esta vida tão completa ao escrever, me sinto mais necessitada, exigente,
cobradora no trato com as pessoas.
O personagem, meu interlocutor, é agente, é participante, me ouve e dialoga comigo!!!!
Reage!!!!
As pessoas nem sempre ouvem ou reagem. Muitas nem agem!
Odeio a omissão, a farsa, a dissimulação!!!!
Inadequação ...
Sinto-me, não poucas vezes, inadequada na vida real.
Em verdade as relações estão cada dia mais superficiais e egoístas.
Onde a troca?
Onde a cumplicidade?
Onde a lealdade?
Onde a autenticidade?
O espontâneo pediu aposentadoria?
A fidelidade morreu?
A lealdade mudou de planeta?
Inadequação...
Nos textos todos são o que são: covardes, corajosos, desleais, traidores, amigos, apaixonados, imbecis, medíocres, geniais,
mas verdadeiros!
Sei com quem estou convivendo.
Tenho a sensação que personagens são as pessoas de carne e osso vivem papéis de acordo com roteiros que objetivam o poder.
Que pena esta inversão!
Inadequação...
Melhor viver da pena do escritor do que do script da sociedade.