Da cor do céu, do aroma da brisa que sempre soprava nos campos floridos...
Do crepitar das águas escorregando entre as pedras, que , acho, nunca ficavam quentes demais...
A sensação morna do sol na pele que não era pele... O que era ??não me lembro...
Os pés pisavam suavemente sem machucar a relva macia...
A certeza de ser e fazer parte de tudo aquilo...
O tempo, as horas, os segundos não se contavam...
Faziam parte de mim também, assim como a música que se ouvia primeiro dentro do peito, e depois ecoando, como se a gente transpirasse gotas de sons...
Talvez seja insuportável a lembrança, e por isso ela simplesmente...se esconde... quem somos ???de onde viemos???
Uma dádiva que nos deixa melancólicos, saudosos de nós mesmos, da nossa essência...
E então nos reconhecemos naquele flamboyant de cor tão forte e vibrante que se enxerga da janela do quarto...
No imenso lago que parece ser diferente a cada dia e a cada hora, mas, sempre belo...
Nos milhares de beijos da filha amorosa, e nas gotas de sons que brotam dos olhos quando a música nos toca o coração...
Queria poder lembrar...