Ouço abordar imenso Harri Potter em toda a comunicação social. Ouço, mas não ligo patavina às grandes campanhas de publicidade que impulsionam os milhões de livros que são lançados no mercado mundial. Não faço efectivamente a mínima ideia sobre a trama que envolve o heroico jovenzinho protagonista. O que vejo e sei, apenas me paira ao redor dos ouvidos e dos olhos. Consoante o interesse público mais foi crescendo, mais também finca-pé racional tenho feito à absorção do fenómeno literário e cinematográfico que apaixona a juventude actual. Jurei a mim mesmo que o Harri Potter não me levará um cêntimo que seja
Assim, não estou em condições de relacionar e avaliar se o Harri Potter é melhor ou pior do que os 'Três Mosqueteiros', 'O Conde de Monte Cristo' ou algum dos títulos da saga de Julio Verne. Sobre tão mediático evento, decidi propositadamente ficar na praia, junto de Robinson Crusoe, na maravilhosa ilha que já experimentei deveras e aonde gostaria, hoje, de retornar para fruir em natural sossego os derradeiros dias de vida.
Claro que aprecio sobremaneira a faculdade de voar sem asas no espaço espiritual, mas não consigo esquecer, ou sequer colocar de parte, a intervenção de meus membros no acariciar e pisar dos sonhos que me habituei a concretizar no chão. Se porventura em relação a Harri Potter estiver a cometer uma tremenda gafe, tanto melhor: será sinal de que estou a participar na aventura sem o saber. Que maravilhoso é o que não se sabe...
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