As luzes se apagaram e meu desejo por você se ascendeu, os trailers estão passando e as nossas mãos se roçando, o filme enfim começa e o nosso tesão também.
Nos beijamos, tocamos nossas línguas num feroz vai e vem, um balé de línguas, uma sinfonia de sentidos, um carrossel de vontades, uma roda-gigante de carinhos.
Com os olhos fechados e com as luzes apagadas conseguimos nos ver através do tato, pele macia, cabelos lisos, nos reconhecemos pelo cheiro, nos damos por inteiro nas pontas dos dedos e da língua.
No escurinho do cinema fazemos escondido de todo mundo, mas abertamente um para o outro, declaramos nosso desejo sem precisar dizer uma palavra, você me toca lá com força, eu te toco lá com carinho, quero sentir o seu gosto no bico dos seus seios, mas como sem ninguém ver, preciso então imaginar como seria.
Você sabe me fazer gozar sem precisar tirar a roupa, eu te faço tremer com o meu toque, te molho para depois secar, provoco em você desejos que você nem imaginava que sentia.
No escurinho do cinema, o desejo brilha, o tesão é fluorescente, somos um homem e uma mulher em plena ebulição, vulcões que estavam extintos loucos para derramar de novo suas lavas incandescentes um no outro.