Hospital é coisa que não deixa saudade. Já estive visitando familiares ou amigos internados e acho um a droga. Pior foi quando eu mesmo tive um probleminha de apendicite e lá fiquei de molho por alguns dias. Mas não foi tão ruim assim. Posso dizer, aliás, que tive sorte.
Foi assim. Estava eu lá contando as horas e minutos para receber alta e literalmente pular da cama quando entrou no quarto uma enfermeira. Pensei logo que lá vinha mais uma injeção na veia ou qualquer coisa do gênero. Mas não era nada disso. Ela me cumprimentou sorrindo e constatei, surpreso, que se tratava de uma bela enfermeira. Rosto juvenil, alegre, cabelos pretos, olhar vivo e penetrante, uma simpatia sem tamanho. E como não tinha nas mãos nenhuma seringa ou outro instrumento de tortura, fiquei totalmente envolvido por sua presença.
Aproximou-se de mim e com atitude profissional foi logo me examinando, o que incluía umas apalpadelas indiscretas, com mãos macias e quentes. Um contato que minha pele resolveu interpretar a seu modo, isto é, como carícias deliciosas e muito bem-vindas.
O corte da cirurgia de apendicite fica próximo à virilha, ali bem pertinho da área de lazer e inevitavelmente aquelas mãozinhas de fada passaram por lá, com redobrado cuidado. Ao senti-las tão próximas de minha intimidade, não pude evitar o imediato despertar de meu sexo, que logo endureceu contra minha vontade.
Meio envergonhado e apreensivo, observei rapidamente seu rosto, à espera talvez de uma expressão que revelasse sua reprovação. Ela porém continuava impassível – o rosto apenas, pois as mãozinhas resolveram continuar a exploração e, para minha surpresa e susto, envolveram meu atrevimento que a essa altura latejava furiosamente.
Fechei os olhos de pura emoção, para abri-los em seguida, no momento em que um gemido de prazer irrompeu de repente do fundo de minha alma: debruçada sobre mim, lá estava a doce enfermeira, sorvendo deliciosamente a ponta de meu sexo, que a seguir enguliu completamente. Ficamos assim por alguns instantes, e não pude conter a onda de fogo se esvaiu de mim. Ofegante, ela sorveu tudo lentamente, enquanto deixava escapar longos gemidos incontidos de fêmea ardente e insaciável.
Ficaríamos assim por um longo tempo ainda, se a porta não se abrisse de repente. Era o médico plantonista, um recém-formado meio desajeitado e míope, que felizmente não percebeu exatamente o que estava acontecendo. Pareceu-lhe uma inspeção rotineira executada com profissionalismo pela jovem enfermeira. Que o informou em seguida, com a maior calma do mundo, que o paciente estava muito bem, em excelentes condições físicas…
Ambos saíram do quarto e ela, antes de fechar a porta, me premiou com uma piscadinha marota, que naquele momento representou para mim o segundo melhor remédio do mundo. O primeiro, sem dúvida, ela já tinha me oferecido pouco antes e voltaria a prescrever-me nos dias seguintes em meu apartamento. Nua em meus braços, finalmente pude mergulhar em seu sexo e retribuir aquele beijo arrebatador que me tinha me curado completamente naquele quarto de hospital.
Dias depois minha enfermeira foi transferida para longe e nunca mais pude vê-la. Ficou apenas nas minhas lembranças e toda vez que entro num hospital meus olhos ainda procuram por ela, como se estivesse escondida num daqueles uniformes brancos que desfilam pelos corredores. Um dia ainda arrumo outra apendicite…