O ser humano.
Esmagaram meu cérebro como se ele representasse algo mais que um conjunto de massa cinzenta. Início e fim de uma existência. Dos sonhos inacabados do passado às frustações do presente, o avanço da idade, as manobras para manter viva o único fio de esperança, a única chama acessa de uma vela quase apagada, sem rumo e rota, forças para pegar o vento e mantê-la acelerada rumo ao horizonte sem fim onde a
distância é falha ótica.
Sonhos frustados no decorrer da existência. Passagens de fadas a bruxas, de mulher a espantalho em meio aos jardins, pelo menos eles são úteis. Manaus, (16.12.2002)Ana Zélia